O Fim das Religiões está Próximo!

Leiam algumas das notícias veiculadas pela mídia em tempos recentes:
“O Presidente dos EUA, Obama, deu uma entrevista dizendo que as religiões são um problema e que até o final de seu mandato, vai criar um órgão pra “cuidar” dos assuntos religiosos”.
“O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse que a Igreja Católica vai desaparecer da Bolívia”.
“O Governo da África está fechando várias igrejas Evangélicas de lá”.
“A candidata à presidência dos EUA, Hillary Clinton, declarou em uma entrevista uma guerra contra as religiões e seu modo de vida e disse que pretende acabar com elas, visto que muitas religiões fermentam a guerra no mundo.”
“O Estado Islâmico está querendo acabar com as religiões cristãs dos países orientais e a ONU já se manifestou contra esse regime religioso”.
“Mediante a situação tensa causada pelos massacres feitos pelo Estado Islâmico, governantes declaram que as religiões estão se envolvendo demais na política e que são um problema”.
“Os principais governantes do mundo que fazem parte da ONU estão falando em “unificar as religiões”.
“Governo chinês quer fechar todas as igrejas evangélicas do país”.
Todas essas notícias provém de fontes seguras; pesquisei muito antes de publicá-las aqui a fim de não divulgar inverdades.

Os vídeos a baixo mostram o que está prestes a acontecer com a Religião.

Quando isso vai acontecer? Não sabemos. Mas Podemos ver claramente Deus manobrando as coisas para se cumprir sua profecia registrada em Apocalipse 17:1,2: Um dos sete anjos que tinham as sete tigelas veio e me disse: “Venha, vou lhe mostrar o julgamento da grande prostituta que está sentada sobre muitas águas;  os reis da terra cometeram imoralidade sexual com ela, e os habitantes da terra se embriagaram com o vinho da imoralidade sexual dela.”

vers. 5:” Na sua testa estava escrito um nome, um mistério: “Babilônia, a Grande, a mãe das prostitutas e das coisas repugnantes da terra.”

vers. 16,17: Os dez chifres que você viu e a fera odiarão a prostituta; eles a deixarão devastada e nua, comerão a sua carne e a queimarão completamente no fogo.17  Porque Deus pôs no coração deles o desejo de executarem o pensamento dele, sim, de executarem o pensamento único deles dando à fera o reino que possuem, até que as palavras de Deus se cumpram.”

Para entender esses versículos convido você a acessar aqui.

Como Jesus encara a Política?

OS EVANGELHOS relatam acontecimentos do ministério de Jesus que o colocaram frente a frente com a política. Por exemplo, pouco depois de Jesus ser batizado, com cerca de 30 anos, o Diabo lhe ofereceu a posição de governante mundial. Mais tarde, uma multidão queria fazer dele o seu rei. Algum tempo depois, as pessoas tentaram forçá-lo a se tornar um ativista político. Como Jesus reagiu? Vamos analisar esses acontecimentos.
Governante mundial. Os Evangelhos dizem que o Diabo ofereceu a Jesus o domínio sobre “todos os reinos do mundo”. Pense em tudo o que Jesus poderia ter feito com esse poder para aliviar o sofrimento da humanidade! Que pessoa interessada em política e sinceramente preocupada com o progresso da humanidade recusaria uma oferta dessas? Mas Jesus recusou. — Mateus 4:8-11.
Rei. Na época de Jesus, muitos ansiavam desesperadamente um governante que resolvesse seus problemas econômicos e políticos. Impressionados com as habilidades de Jesus, queriam que ele entrasse na política. Qual foi sua reação? João escreveu em seu Evangelho que Jesus, “sabendo que estavam para vir e apoderar-se dele para o fazerem rei, retirou-se novamente para o monte, sozinho”. (João 6:10-15) Fica evidente que Jesus não quis se envolver na política.
Ativista político. Dias antes de ser morto, Jesus foi abordado pelos discípulos dos fariseus, que queriam que Israel fosse independente do Império Romano, e pelos herodianos, membros de um partido que apoiava Roma. Tentando forçá-lo a tomar uma posição política, eles lhe perguntaram se os judeus deviam pagar impostos a Roma.
Marcos registrou a resposta de Jesus: “‘Por que me pondes à prova? Trazei-me um denário para ver.’ Trouxeram-lhe um. E ele lhes disse: ‘De quem é esta imagem e inscrição?’ Disseram-lhe: ‘De César.’ Jesus disse então: ‘Pagai de volta a César as coisas de César, mas a Deus as coisas de Deus.’” (Marcos 12:13-17) O livro Church and State—The Story of Two Kingdoms (A Igreja e o Estado — A História de Dois Reinos) diz o seguinte sobre o motivo dessa resposta de Jesus: “Ele se recusou a fazer o papel de um messias político e fez questão de deixar bem clara a separação entre César e Deus.”
Jesus não era indiferente a problemas como pobreza, corrupção e injustiça. De fato, a Bíblia mostra que ele se comovia profundamente com a situação deplorável das pessoas ao seu redor. (Marcos 6:33, 34) Ainda assim, Jesus não deu início a nenhuma campanha para eliminar as injustiças do mundo, embora alguns tivessem tentado de tudo para ele se envolver nas questões polêmicas da época.

Esses exemplos deixam claro que Jesus não quis se envolver em assuntos políticos.

Mas o que dizer dos cristãos hoje? Eles devem se envolver na política?
OS CRISTÃOS verdadeiros não se envolvem na política. Por quê? Porque seguem o exemplo de Jesus. Ele disse sobre si mesmo: “Eu não faço parte do mundo.” A respeito de seus seguidores, ele disse: ‘Vocês não fazem parte do mundo.’ (João 15:19; 17:14) Veja alguns motivos para os cristãos não se envolverem na política.
1. A capacidade do homem é limitada. A Bíblia diz que os humanos não têm a capacidade nem o direito de governar a si mesmos. O profeta Jeremias escreveu: “Não é do homem que anda o dirigir o seu passo.” — Jeremias 10:23.
Assim como os humanos não conseguem voar por si mesmos porque não foram criados para isso, eles não são capazes de governar a si mesmos porque Deus não os criou para isso. Falando sobre as limitações dos governos, o historiador David Fromkin escreveu: “Os governos se compõem de seres humanos; portanto, não são infalíveis, e suas perspectivas são incertas. Eles têm poder, mas limitado.” (The Question of Government [A Questão do Governo]) Não é de admirar que a Bíblia nos aconselhe a não confiar no homem. — Salmo 146:3.
2. Forças espirituais perversas exercem influência. Quando Satanás ofereceu a Jesus todos os governos do mundo, Jesus não negou que Satanás tivesse autoridade para isso. Na verdade, Jesus mais tarde o chamou de “o governante do mundo”. Alguns anos depois, o apóstolo Paulo se referiu ao Diabo como “o deus deste sistema”. (João 14:30; 2 Coríntios 4:4) Paulo escreveu a seus companheiros cristãos: “Temos uma pugna [luta] . . . contra os governantes mundiais desta escuridão, contra as forças espirituais iníquas nos lugares celestiais.” (Efésios 6:12) Quem realmente governa este mundo são forças espirituais perversas, que atuam nos bastidores. Como isso deve afetar nosso conceito sobre a política?
Pense nesta comparação: Assim como pequenos barcos são impelidos por fortes correntes marítimas, os sistemas políticos são impelidos por poderosas e perversas forças espirituais. E assim como os marinheiros não podem fazer muita coisa para impedir a ação das correntes, os políticos não podem fazer muita coisa para mudar a influência dessas poderosas forças espirituais. Elas estão determinadas a corromper totalmente os humanos e a causar ‘ais na Terra’. (Apocalipse12:12) Assim, só uma pessoa mais poderosa que Satanás e seus demônios poderá trazer uma mudança real. Essa Pessoa é o próprio Jeová Deus, por meio do Reino de Jesus Cristo, seu filho.

Salmo 83:18:” Para que saibam que tu, a quem só pertence o nome de JEOVÁ, és o Altíssimo sobre toda a terra.( Almeida Revista e Corrigida 1969)

Jeremias 10:7, 10:“Quem te não temeria, ó Rei das nações? Convém que sejas temido, porquanto, entre todos os sábios das nações e em todos os seus reinos, não há quem seja semelhante a ti. Porém Jeová é o verdadeiro Deus; ele é o Deus vivo e o Rei sempiterno. Ao seu furor, estremece a terra, e as nações não podem suportar a sua indignação. (Tradução Brasileira 2010)
3. Os cristãos verdadeiros são leais apenas ao Reino de Deus. Jesus e seus discípulos sabiam que, num tempo predefinido, o próprio Deus estabeleceria no céu um governo sobre a Terra inteira. A Bíblia chama esse governo de Reino de Deus e revela que seu Rei é Jesus Cristo. (Apocalipse 11:15) Visto que esse governo afetará todos os humanos, Jesus fez das “boas novas do reino de Deus” o tema principal de seus ensinos. (Lucas 4:43) Ele também ensinou seus seguidores a orar: “Venha o teu reino.” Por quê? Porque por meio desse Reino a vontade de Deus com certeza será feita no céu e na Terra. — Mateus 6:9, 10.
Então, o que acontecerá com os governos humanos? A Bíblia diz que os governos “de toda a terra habitada” serão destruídos. (Apocalipse 16:14; 19:19-21)

Se uma pessoa realmente acredita que o Reino de Deus está prestes a acabar com todos os sistemas políticos, seria lógico esperar que ela não os apoiasse. Afinal, se desse seu apoio a esses governos fadados ao fracasso, ela estaria na verdade se voltando contra Deus.

Deus Criou Satanás o Diabo?

As Escrituras indicam que a criatura conhecida como Satanás nem sempre teve este nome. Antes, este nome descritivo foi-lhe dado por ele ter adotado um proceder de oposição e resistência a Deus. Não se fornece o nome que ele tinha antes disso. Deus é o único Criador, e “perfeita é a sua atuação”, sem injustiça ou gravame. (De 32:4)

Portanto, aquele que se tornou Satanás, quando foi criado era uma criatura perfeita e justa de Deus. É uma pessoa espiritual, pois compareceu na presença de Deus no céu. (Jó caps. 1, 2; Apocalipse 12:9)

Jesus Cristo disse a respeito dele: “Esse foi um homicida quando começou, e não permaneceu firme na verdade, porque não há nele verdade.” (Jo 8:44; 1Jo 3:8)

Jesus mostra com isso que Satanás outrora estava na verdade, mas a abandonou. A partir do seu primeiro ato premeditado em desviar Adão e Eva de Deus, ele era homicida, porque causou com isso a morte de Adão e Eva, o que, por sua vez, causou a morte dos descendentes deles. (Romanos 5:12)

Em toda a Escritura, as qualidades e ações que lhe são atribuídas podiam ser atribuídas apenas a uma pessoa, não a um princípio abstrato do mal. É evidente que os judeus, e Jesus e seus discípulos, sabiam que Satanás existia como pessoa.
Assim, de um começo justo e perfeito, esta pessoa espiritual desviou-se para o pecado e a degradação. O processo que resultou nisso é descrito por Tiago, que escreve: “Cada um é provado por ser provocado e engodado pelo seu próprio desejo. Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado; o pecado, por sua vez, tendo sido consumado, produz a morte.” (Tg 1:14, 15)

No proceder adotado por Satanás parece haver, em alguns sentidos, um paralelo com o do rei de Tiro, conforme descrito em Ezequiel 28:11-19.

Lemos:“Tu estás selando o modelo, cheio de sabedoria e perfeito em beleza. Vieste a estar no Éden, jardim de Deus. Toda pedra preciosa era a tua cobertura: rubi, topázio e jaspe; crisólito, ônix e jade; safira, turquesa e esmeralda; e era de ouro o artesanato dos teus engastes e dos teus encaixes em ti. Foram aprontados no dia em que foste criado. Tu és o querubim ungido que cobre, e eu te constituí. Vieste a estar no monte santo de Deus. No meio de pedras afogueadas andavas. Eras sem defeito nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou injustiça em ti.”

Vimos que O anjo que se tornou o Diabo era um Querubim, dotado de sabedoria e beleza. Mas o relato de Gênesis mostra que esse anjo que se transformou em Satanás foi quem falou por meio de uma serpente, seduzindo Eva a desobedecer à ordem de Deus. Eva, por sua vez, persuadiu Adão a adotar o mesmo proceder rebelde. (Gên 3:1-7; 2Co 11:3)

Em conseqüência do uso que Satanás fez da serpente, a Bíblia dá a Satanás o título de “Serpente”, que passou a significar “enganador”; tornou-se também “o Tentador” (Mt 4:3) e mentiroso, “o pai da mentira”. — Jo 8:44

Resposta a um Ateu!

“Pense: de onde você veio se Deus não criou você? Se Deus não existe, nós humanos somos o efeito colateral de um universo hostil que nunca nos teve em mente. Então somos resultado acidental do universo não inteligente!

Sim,somos. Mas calma lá. Se somos resultado acidental dum universo impessoal e não inteligente, nossa mente humana e cientifica é o resultado de tal universo também.

Ora, se nossa mente, nosso pensamento, é o resultado acidental de tal universo, então nossa mente não foi inteligentemente projetada.

Certo? Pois se a nossa mente não foi inteligentemente projetada, nossos pensamente não foram inteligentemente projetados.

Então, nossa mente e pensamentos são o resultado de processos químicos que ocorrem em nosso cérebro que TAMBÉM não foram projetados.

E se meu pensamento é o resultado de processos químicos que também não foram projetados, que confiança eu posso ter de usar meu pensamento para entender que Deus não existe? É como serrar o galho sobre o qual você está sentado!

Nós jamais confiamos em nenhum objeto de análise que não tenha sido meticulosamente e inteligentemente projetado.

Só que, se Deus não existe, logo meu cérebro é tal objeto de análise.

Então, se Deus não existe, meu pensamento não pode ser confiável para me dizer que Deus não existe, pois meu pensamento é resultado de processos químicos não inteligentes.

Ilustração: que confiança você poderia ter de que uma calculadora que é fruto de erros e acertos, mas que não tenha sido projetada por alguém, poderia em qualquer situação hipotética lhe dar os cálculos corretos? Nenhuma! Assim é o seu cérebro se Deus não existe: um instrumento de análise fruto de erros e acertos.”

 

Continue na Expectativa do Grande dia de Deus!

HÁ QUANTO tempo você espera pelo dia de Deus para acabar com a perversidade na Terra? Quanto tempo ainda está disposto a esperar? Enquanto isso, que atitude e ações resultantes marcarão a sua vida?

Enquanto você espera esse grande dia, os livros dos 12 profetas podem ser de muita ajuda. Alguns desses profetas viveram numa época em que era iminente uma intervenção judicial da parte de Deus. Miqueias, por exemplo, serviu num período em que se aproximava a punição de Samaria às mãos dos assírios, ocorrida em 740 AC. Mais tarde na corrente do tempo, mas com a mesma certeza, veio o dia de Deus contra Judá. Visto que Miqueias não sabia ao certo quando Deus agiria, será que concluiu que deveria simplesmente ficar parado e aguardar, na esperança de que Deus agisse logo? Estas são as suas palavras: “Quanto a mim, ficarei à espreita de Jeová. Mostrarei uma atitude de espera pelo Deus da minha salvação. Meu Deus me ouvirá.” (Miqueias 7:7 Tradução Brasileira) De fato, na certeza do que estava para ocorrer, Miqueias era como um ativo sentinela numa torre de observação.
Vejamos também Sofonias e Habacuque. Eles serviram num período mais próximo da destruição de Jerusalém em 607 AC. Ainda assim, eles não tinham como saber se a execução do julgamento divino ocorreria logo ou décadas à frente. Sofonias escreveu: “‘Estai à espera de mim’, é a pronunciação de Jeová, ‘até o dia em que eu me levantar para o despojo, pois a minha decisão judicial é . . . derramar sobre [as nações] a minha verberação, toda a minha ira ardente’.” (Sofonias 3:8 Tradução Brasileira) E que dizer de Habacuque, que viveu pouco depois de Sofonias? Ele escreveu: “A visão ainda é para o tempo designado e prossegue arfando até o fim, e não mentirá. Ainda que se demore, continua na expectativa dela; pois cumprir-se-á sem falta. Não tardará.” (Habacuque 2:3)
A situação que existia quando foram feitos os pronunciamentos em Sofonias 3:8 e Habacuque 2:3 é reveladora. Numa época em que certos judeus diziam “Jeová não fará o que é bom e não fará o que é mau”, Sofonias proclamou “o dia da ira de Jeová”. Nesse dia, tanto as nações inimigas como os judeus rebeldes sentiriam a desaprovação de Deus.

Acha que Sofonias temia a verberação e a ira de Deus? Não, pois fora-lhe dito que se mantivesse “na expectativa” desse dia. ‘E Habacuque?’ você talvez se pergunte. Ele também devia ‘continuar na expectativa’. Você está certo em concluir que Sofonias e Habacuque não eram indiferentes quanto ao que estava por vir, levando a vida como se achassem que as coisas jamais mudariam. (Habacuque 3:16; 2 Pedro 3:4) Mas, como vimos, esses dois profetas tinham algo importante em comum, ou seja, deviam ‘continuar na expectativa’. E você sabe: o que eles esperavam se tornou fato histórico em 607 AC. Portanto, continuar “na expectativa” foi o proceder sábio.
Você pode ter a mesma convicção de que “o dia da ira de Jeová” contra o atual sistema mundial virá sem falta; será um fato, real e incontestável. Você com certeza não deve duvidar disso!

Assim como Sofonias e Habacuque, você não sabe exatamente quando virá esse dia. (Marcos 13:32) Mas é certo que virá, e o cumprimento de profecias bíblicas nos nossos tempos indica fortemente que será em breve. Assim, o que Jeová enfatizou para aqueles profetas também se aplica a você: ‘continuar na expectativa’. E lembre-se desta verdade absoluta: o nosso Deus é o único Deus ‘que age em favor daquele que está à sua espera’. — Isaías 64:4.
Você pode mostrar a correta atitude de espera demonstrando pelas suas ações que confia que “o dia da ira de Jeová” virá exatamente na hora marcada. Estar convencido disso, e confirmar essa convicção com ações apropriadas, harmoniza-se com algo que Jesus disse. Ele exortou os apóstolos: “Os vossos lombos estejam cingidos e as vossas lâmpadas acesas; e vós mesmos sede como homens que esperam pelo seu amo . . . Felizes são aqueles escravos, cujo amo, ao chegar, os achar vigiando! Deveras, eu vos digo: Ele se cingirá e os fará recostar-se à mesa, e chegando-se, ministrar-lhes-á.” (Lucas 12:35-37) Uma correta atitude de espera realmente mostra confiança de que o grande dia de Jeová não se atrasará um instante sequer.

Portanto, é apropriado repetir a garantia de Habacuque, que certamente é válida nos nossos dias: “A visão ainda é para o tempo designado e prossegue arfando até o fim, e não mentirá. Ainda que se demore, continua na expectativa dela; pois cumprir-se-á sem falta. Não tardará.” (Habacuque 2:3) Ainda que do ponto de vista humano pareça que o grande dia de Jeová esteja demorando, esse dia virá sem falta na hora marcada. Jeová prometeu isso!

Assim, os que já servem a Deus por muitos anos, bem como os que começaram a adorá-lo recentemente, podem avançar juntos com a mesma confiança expressa em Miqueias 4:5: “Nós, da nossa parte, andaremos no nome de Jeová, nosso Deus, por tempo indefinido, para todo o sempre.”(Tradução Brasileira)

Se você ainda não estuda a bíblia, peça já um estudo gratuito e achegue-se ao Deus que nos trará a salvação!

Por que Elias e Moisés estavam Junto com Jesus na Transfiguração?

Quatro homens haviam acabado de subir a um alto monte. Lá em cima, aconteceu algo surpreendente. Enquanto três atônitos discípulos de Jesus Cristo observavam, ele sofreu uma mudança diante de seus olhos. Escute, à medida que o evangelista Marcos relata este emocionante evento:

“JESUS tomou a Pedro, e a Tiago, e a João, e os levou a sós a um alto monte. E ele foi transfigurado diante deles, e sua roupagem exterior tornou-se cintilante, muito mais branca do que qualquer lavadeiro na terra poderia alvejar. Apareceu-lhes também Elias com Moisés, e estes estavam conversando com Jesus. E, como resposta, Pedro disse a Jesus: ‘Rabi, é excelente que estejamos aqui; armemos, pois, três tendas, uma para ti, e uma para Moisés, e uma para Elias.’ De fato, não sabia que resposta devia dar, porque ficaram bastante temerosos. E formou-se uma nuvem, encobrindo-os, e uma voz saiu da nuvem: ‘Este é meu Filho, o amado; escutai-o.’ Repentinamente, porém, olharam em volta e não viram mais ninguém com eles, a não ser apenas Jesus.” — Marcos 9:2-8.

Imagine só! O rosto de Jesus brilhava como o próprio sol. (Mateus 17:2) Sua roupa estava cintilante, “muito mais branca do que qualquer lavadeiro na terra poderia alvejar”. Ouviu-se o som da poderosa voz do próprio Deus fazendo uma declaração sobre Seu Filho. Que maravilhoso evento!

A palavra grega aqui traduzida “transfigurado” significa “assumir outra forma”. Ela aparece também em Romanos 12:2, onde os cristãos são aconselhados a ‘ser transformados’ por reformar a mente. — An Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento), de W. E. Vine, Volume IV, página 148.

Sim, ocorreu um dramático evento quando Jesus foi transfigurado pouco depois da Páscoa de 32 EC. O que levou a esse milagre? Tem um objetivo especial? Por que Moisés e Elias estavam envolvidos? E como a transfiguração de Cristo afeta você?

Nem Sonho nem Irrealidade

A transfiguração de Jesus não foi um sonho. Os três apóstolos não teriam tido o mesmo sonho, e Jesus a chamou de “visão”. Isto não implica uma irrealidade, pois a palavra grega usada em Mateus 17:9 é traduzida “[o] que via”, em outro lugar. (Atos 7:31) Portanto, os observadores estavam plenamente despertos e, com seus olhos e ouvidos, realmente viram e ouviram o que estava acontecendo. — Lucas 9:32.

Bem acordado, mas não sabendo o que dizer, Pedro sugeriu que se armassem três tendas — uma para Jesus, uma para Moisés e outra para Elias. (Lucas 9:33) A nuvem que se formou enquanto Pedro falava evidentemente indicava a presença de Deus no monte, como se dava com a tenda de reunião, de Israel, no ermo. (Êxodo 40:34-38; Lucas 9:34) E certamente os apóstolos não estavam sonolentos quando “Deus, o Pai”, declarou: “Este é meu Filho, aquele que foi escolhido. Escutai-o.” — 2 Pedro 1:17, 18; Lucas 9:35.

Por Que Moisés Foi Visto

Quando ocorreu a transfiguração, Moisés não estava “cônscio de absolutamente nada”, pois havia morrido séculos antes. (Eclesiastes 9:5, 10) Como Davi, ele não havia sido ressuscitado e, portanto, não se achava presente em pessoa. (Atos 2:29-31) Mas por que Moisés foi visto com Cristo nessa visão?

Deus dissera a Moisés: “Suscitar-lhes-ei do meio dos seus irmãos um profeta semelhante a ti; e deveras porei as minhas palavras na sua boca e ele certamente lhes falará tudo o que eu lhe mandar.” (Deuteronômio 18:18) Pedro aplicou esta profecia especificamente a Jesus Cristo. (Atos 3:20-23) À parte de Jesus, Moisés foi o maior profeta que Deus enviou à nação de Israel.

Existem similaridades entre Moisés e Jesus Cristo, o Moisés Maior. Por exemplo, quando eram criancinhas, a vida dos dois foi posta em perigo por governantes tirânicos, mas Deus cuidou de que os bebês fossem poupados. (Êxodo 1:20-2:10; Mateus 2:7-23) Já adultos, ambos passaram 40 dias jejuando no início de suas respectivas carreiras como servos especiais de Jeová. (Êxodo 24:18; 34:28; Deuteronômio 9:18, 25; Mateus 4:1, 2) E tanto Moisés como Jesus realizaram milagres pelo poder de Deus. — Êxodo 14:21-31; 16:11-36; Salmo 78:12-54; Marcos 4:41; Lucas 7:18-23; João 14:11.

Deus usou Moisés para libertar Israel da escravidão egípcia, assim como Jesus proporciona libertação espiritual. (Êxodo 12:37-14:31; João 8:31, 32) Moisés teve o privilégio de mediar o pacto da Lei entre Deus e os israelitas, ao passo que Jesus é o Mediador do novo pacto. (Êxodo 19:3-9; 34:3-7; Jeremias 31:31-34; Lucas 22:20; Hebreus 8:3-6; 9:15) Jeová também usou Moisés a fim de fazer para Si um nome perante os israelitas, os egípcios e outros, assim como Jesus Cristo tem magnificado o santo nome de Jeová. (Êxodo 9:13-17; 1 Samuel 6:6; João 12:28-30; 17:5, 6, 25, 26) Fazendo com que Moisés aparecesse junto com o transfigurado Jesus, Deus mostrou que Cristo serviria nessas qualidades em escala muito mais grandiosa.

Por Que Elias Apareceu

Embora o profeta Elias, já morto, não tivesse sido ressuscitado, era apropriado que aparecesse na visão da transfiguração. Elias efetuou uma grande obra no que diz respeito a restaurar a adoração pura e a santificar o nome de Jeová entre os israelitas. Jesus Cristo fez o mesmo enquanto na terra e fará ainda mais para restaurar a religião pura e vindicar seu Pai celestial por meio do Reino messiânico.

O profeta Malaquias mostrou que a obra de Elias prefigurou atividades futuras. Através de Malaquias, Deus disse: “Eis que vos envio Elias, o profeta, antes de chegar o grande e atemorizante dia de Jeová. E ele terá de voltar o coração dos pais para os filhos e o coração dos filhos para os pais; para que eu não venha e realmente golpeie a terra, devotando-a à destruição.” — Malaquias 4:5, 6.

Esta profecia teve cumprimento em miniatura na obra de João, o Batizador. Jesus salientou isto após a transfiguração, quando seus discípulos perguntaram por que os escribas diziam que Elias tinha de vir primeiro — antes do aparecimento do Messias. Jesus disse: “Elias, de fato, vem e restabelecerá todas as coisas. No entanto, eu vos digo que Elias já veio e não o reconheceram, mas fizeram com ele o que quiseram. Do mesmo modo também o Filho do homem está destinado a sofrer às mãos deles.” O relato acrescenta: “Os discípulos perceberam então que lhes falara de João Batista.” — Mateus 17:10-13.

João efetuou uma obra semelhante à de Elias ao batizar judeus que se arrependiam dos seus pecados contra o pacto da Lei. Mais importante ainda, João foi o precursor do Messias e apresentou Jesus Cristo. (Mateus 11:11-15; Lucas 1:11-17; João 1:29) Mas por que era a obra de João apenas um cumprimento em miniatura da profecia de Malaquias?

Na visão, Elias foi observado falando com Jesus. Isto ocorreu depois da morte de João, o Batizador, sugerindo assim que uma obra semelhante à de Elias seria feita no futuro. Ademais, a profecia mostrou que esta obra seria feita antes do “grande e atemorizante dia de Jeová”. Este evento que rapidamente se aproxima inclui “a guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso” no Har-Magedon, ou Armagedom. ( Apocalipse 16:14-16) Isto significava que o então futuro estabelecimento do Reino celestial de Deus seria precedido por uma obra que corresponderia às atividades de Elias e de seu sucessor, Eliseu. E, por mais de um século, as hodiernas Testemunhas de Jeová têm realizado uma obra que envolve a restauração da adoração pura e a exaltação do nome de Deus. — Salmo 145:9-13; Mateus 24:14.

O Objetivo Dela

A transfiguração deve ter fortificado Jesus para os sofrimentos e para a morte que estava prestes a enfrentar. Ouvir seu Pai celestial falar dele como Seu Filho aprovado deve ter fortalecido a fé de Jesus. Mas o que fez a transfiguração em favor de outros?

A transfiguração de Jesus também fortaleceu a fé dos observadores. Incutiu na mente deles que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Deveras, visto que o Principal Porta-voz de Jeová, a Palavra, estava então no meio deles, eles ouviram a voz do próprio Deus declarar: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” Embora Jeová tivesse dado um testemunho similar quando Jesus foi batizado, durante a transfiguração Deus acrescentou que os discípulos deviam escutar a Seu Filho. — Mateus 3:13-17; 17:5; João 1:1-3, 14.

A transfiguração fortaleceu a fé de outra maneira. Durante a visão, Jesus, “Moisés” e “Elias” falaram sobre a “partida, que [Cristo] estava destinado a cumprir em Jerusalém”. (Lucas 9:31) “Partida” é tradução de uma forma da palavra grega é·xo·dos. Este êxodo, ou partida, evidentemente envolvia tanto a morte como a ressurreição de Jesus, da parte de Deus, à vida espiritual. (1 Pedro 3:18) De modo que a transfiguração fortaleceu a fé na ressurreição de Cristo. Em especial, edificou a fé, fornecendo evidência convincente de que Jesus seria o Rei do Reino messiânico de Deus. Ademais, a visão mostrou que o Reino seria glorioso.

A transfiguração também fortaleceu a fé nas profecias bíblicas. Uns 32 anos depois (cerca de 64 EC), Pedro ainda se lembrava dessa experiência e escreveu: “Não, não foi por seguirmos histórias falsas, engenhosamente inventadas, que vos familiarizamos com o poder e a presença de nosso Senhor Jesus Cristo, mas foi por nos termos tornado testemunhas oculares da sua magnificência. Pois ele recebeu de Deus, o Pai, honra e glória, quando pela glória magnificente lhe foram dirigidas palavras tais como estas: ‘Este é meu Filho, meu amado, a quem eu mesmo tenho aprovado.’ Sim, estas palavras nós ouvimos dirigidas desde o céu, enquanto estávamos com ele no monte santo. Por conseguinte, temos a palavra profética tanto mais assegurada; e fazeis bem em prestar atenção a ela como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até que amanheça o dia e se levante a estrela da alva, em vossos corações.” — 2 Pedro 1:16-19.

O Significado Dela Para Você

Sim, Pedro encarava a transfiguração de Jesus como poderosa confirmação da palavra profética de Deus. O apóstolo João talvez também tenha aludido a essa visão ao dizer: “A Palavra se tornou carne e residiu entre nós, e observamos a sua glória, uma glória tal como a de um filho unigênito dum pai; e ele estava cheio de benignidade imerecida e de verdade.” (João 1:14) Similarmente, a transfiguração pode edificar sua fé na palavra profética de Jeová.

A transfiguração e eventos associados podem fortalecer sua fé de que Jesus é o Filho de Deus e o prometido Messias. Pode reforçar sua crença na ressurreição de Jesus para a vida espiritual no céu. Esta surpreendente visão também aumenta sua fé no governo de Deus, pois a transfiguração foi um antegosto da glória de Cristo e do poder do Reino.

É especialmente fortalecedor da fé saber que a transfiguração de Cristo apontava para os nossos dias, quando a presença de Jesus é uma realidade. (Mateus 24:3-14) Desde 1914 ele tem dominado como Rei designado por Deus nos céus. Sua autoridade e poder concedidos por Deus serão em breve exercidos contra todos os inimigos do domínio divino, abrindo o caminho para um novo mundo. (2 Pedro 3:13) Você poderá usufruir suas infindáveis bênçãos se exercer fé nas maravilhosas coisas retratadas na transfiguração de Jesus Cristo.

Para saber mais a Respeito da Presença de Jesus Cristo como Rei desde 1914 clique AQUI

Foram Elias e Enoque e Moisés para o céu?

A FIM de respondermos a esta pergunta, certos fatos precisam ser considerados primeiro. Entre estes acham-se os seguintes: Mediante sua manifestação na terra, há dezenove séculos atrás, o Filho de Deus “lançou luz sobre a vida e a incorrução por intermédio das boas novas”. (2 Tim. 1:10) Por meio dele, Deus concedeu a muitos “um novo nascimento para uma esperança viva . . . para uma herança incorrutível, e imaculada, e imarcescível . . . reservada nos céus”. (1 Ped. 1:3, 4) O próprio Jesus Cristo foi a primeira pessoa ressuscitada para a plenitude da vida, a primeira a ser ressuscitada para o céu. — Apocalipse. 1:5.

Jesus, portanto, era o “precursor” daqueles que obterão a vida no céu. O inspirado escritor cristão disse sobre a esperança celeste: “Temos esta esperança como âncora para a alma, tanto segura como firme, e ela penetra até o interior da cortina [no Santíssimo do templo, representando a morada celeste do próprio Deus], onde um precursor entrou a nosso favor Jesus, que se tornou sumo sacerdote para sempre à maneira de Melquisedeque.” (Heb. 6:19, 20) O mesmo escritor mostra que a cortina que dava para o compartimento Santíssimo do tabernáculo do deserto representa a carne de Jesus. (Heb. 10:20; compare com Êxo. 26:1, 31, 33.) Enquanto Jesus estava na carne, não podia ir para o céu, pois “carne e sangue não podem herdar o reino de Deus”. (1 Cor. 15:50) Por abandonar sua carne, que deu “a favor da vida do mundo” e por ser ressuscitado “em espírito”, foi aberto o caminho para aqueles que fossem convidados para o para o Reino dos céus. — João 6:51; 1 Ped. 3:18.

Ademais, diz-se que a ressurreição de Cristo é uma “garantia a todos os homens” de que Deus ressuscitará outros (Atos 17:31; 24:15) Isto não seria verdade se Deus já estivesse ressuscitando homens justos para o céu durante todos os séculos anteriores.

Como então, devemos entender o relato bíblico sobre o profeta Elias, que reza: “Seguindo eles [Elias e Eliseu] andando, falando ao andarem, ora, eis um carro de guerra, de fogo, e cavalos de fogo, e eles passaram a fazer uma separação entre os dois; e Elias foi subindo aos céus no vendaval.” (2 Reis 2:11) Foi Elias realmente para os céus de Deus? Ou morreu?

Temos as palavras do maior profeta de Deus, Jesus Cristo, que residia nos céus junto com seu Pai por indizíveis séculos antes de vir à terra. Disse ele: “Nenhum homem ascendeu ao céu, senão aquele que desceu do céu, o Filho do homem.” (João 3:13) Falando de João Batista, Jesus disse: “Entre os nascidos de mulheres não se levantou ninguém maior do que João Batista; mas aquele que é menor no reino dos céus é maior do que ele.” (Mat. 11:11) Assim, Elias, não sendo maior do que João, não poderia estar no céu.

Quais, então, eram os “céus” a que Elias foi levado pelo vendaval? Eram os céus físicos, a atmosfera, a “expansão”, também chamada “Céu”, em Gênesis 1:6-8. Um vendaval só podia existir nesta expansão atmosférica, e não no domínio espiritual da presença celeste de Jeová. Elias foi levado pelo vendaval desaparecendo da vista de Eliseu.

A Bíblia não afirma que Elias morreu nessa ocasião. A bem dizer, Elias ainda estava vivo e ativo como profeta pelo menos cinco anos depois disso, pelo que parece no território de Judá. A Bíblia nos diz: “Por fim chegou a [Jeorão, rei de Judá] um escrito da parte de Elias o profeta.” Esta carta predizia a doença e morte de Jeorão, devido a seu proceder errado e idólatra. (2 Crô. 21:12-15) Evidência adicional de que Elias não morreu na ocasião em que foi levado para os “céus” é que seu servo e sucessor, Eliseu, não guardou o período costumeiro de pranto pelo seu amo. — Compare com 2 Samuel 19:1; 1 Crônicas 7:22; 2 Crônicas 35:24.

Que dizer de Enoque, o sétimo em linha desde Adão? Sobre ele, a Bíblia diz: “Enoque andou com o verdadeiro Deus. Depois não era mais, porque Deus o tomou.” (Gên. 5:24) Enoque, como profeta de Jeová, predisse a vinda de Deus com suas miríades de anjos para executar julgamento contra os ímpios. (Judas 14, 15) É provável que o perseguissem por causa de sua profecia. No entanto, Deus não permitiu que seus opositores matassem Enoque. Ao invés, Deus “o tomou”, evidentemente significando que Ele abreviou a vida de Enoque numa idade bem abaixo da maioria de seus contemporâneos. Parece que, como se deu no caso do corpo de Moisés, Jeová dispôs do corpo de Enoque, pois “não foi achado em parte alguma”. — Heb. 11:5; Deu. 34:5, 6; Judas 9.

Assim, em vista da declaração expressa de Jesus em João 3:13, Enoque não foi levado para o céu da morada de Deus. Ele morreu, como torna claro o apóstolo Paulo ao dizer, depois de citar Enoque e outras testemunhas fiéis e antigas de Deus: “Todos estes morreram em fé, embora não recebessem o cumprimento das promessas, mas viram-nas de longe e acolheram-nas, e declararam publicamente que eram estranhos e residentes temporários no país.” (Heb. 11:13) Tais homens sabiam que sua recompensa estava no futuro distante. Os profetas da antiguidade sabiam que suas profecias messiânicas não se aplicavam a eles próprios, mas tinham cumprimento mais tarde. Por isso, o apóstolo Pedro afirma aos que são seguidores das pisadas de Jesus Cristo, o Precursor celeste: “Acerca desta mesma salvação [prometida aos co-herdeiros de Cristo e sendo uma esperança celeste] fizeram diligente indagação e cuidadosa pesquisa profetas [inclusive Enoque e Elias] que profetizaram a respeito da benignidade imerecida que vos era destinada. Eles investigaram que época específica ou que sorte de época o espírito neles indicava a respeito de Cristo, quando de antemão dava testemunho dos sofrimentos por Cristo e das glórias que os seguiriam. Foi-lhes revelado que não era para eles, mas para vós que ministravam as coisas que agora vos foram anunciadas por intermédio dos que vos declararam as boas novas.” — 1 Ped. 1:10-12.

Pedro, falando aos judeus reunidos no dia de Pentecostes, pouco depois da ressurreição de Jesus, disse sobre o fiel Rei Davi, “homem agradável ao . . . coração [de Jeová]”: “Realmente, Davi não ascendeu aos céus, mas ele mesmo diz: ‘Jeová disse a meu Senhor: “Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como escabelo para os teus pés.”’” (Atos 13:22; 2:34, 35) Semelhantemente, Elias e Enoque, junto com outros, estão no túmulo, esperando a ação do Senhor Jesus Cristo em colocar seus inimigos sob seus pé por destruí-los. (Atos 2:29) O glorioso Cristo entronizado então ressuscitará esses homens fiéis dentre os mortos, tornando-os “príncipes” em toda a terra”. (Sal. 45:16; Apocalipse 20:11-13) Estes homens fidedignos trabalharão bem junto com o Rei celeste, em administrar a retidão e a justiça na terra.

Já Moisés, tinha 120 anos de idade quando morreu. Atestando seu vigor natural, a Bíblia comenta: “Seu olho não se havia turvado e seu vigor vital não lhe havia fugido.” Ele foi sepultado por Jeová num lugar nunca descoberto. (De 34:5-7) Isto, provavelmente, foi para impedir que os israelitas fossem enlaçados pela adoração falsa por fazerem da sepultura dele um santuário. O Diabo, evidentemente, desejava usar o corpo de Moisés para uma finalidade assim, porque Judas, discípulo cristão e meio-irmão de Jesus Cristo, escreve: “Quando Miguel, o arcanjo, teve uma controvérsia com o Diabo e disputava acerca do corpo de Moisés, não se atreveu a lançar um julgamento contra ele em termos ultrajantes, mas disse: ‘Jeová te censure.’” (Ju 9) Antes de passar para Canaã, sob a liderança de Josué, Israel guardou 30 dias de luto por Moisés. — De 34:8.

Fica claro que nenhum desses três servos fiéis de Deus está no céu. Mas como Elias e Moisés foram vistos junto com Jesus na transfiguração?

Para o artigo não ficar extenso convido você leitor para uma consideração detalhada da transfiguração de Jesus AQUI.

Os Milagres e as Curas pela Fé Vem de Deus?

Esse realmente é um tema que mexe com a fé de todos. Não é de se admirar hoje em dia escutarmos por ai:”Fui curado por causa da minha Fé em Deus!”, ou “Fui na Igreja e o Pastor me curou!”.

Ainda tem aquelas pessoas que acham que tudo isso é uma farsa, um espetáculo para atrair seguidores para uma determinada religião. Sem dúvida, hoje vemos alguns “Milagres” acontecer: Santo que chora, que chora até sangue, pessoas que tinham problemas de saúde e foram curadas, pessoas que estavam a beira da morte e que fizeram promessa e foram curadas.

“Milagres, por definição, violam os princípios da ciência.” — RICHARD DAWKINS, EX-PROFESSOR DE CIÊNCIA DA UNIVERSIDADE DE OXFORD, INGLATERRA.
“Acreditar em milagres é completamente racional e de forma alguma desmerece a fé religiosa. Os milagres são sinais do amor e da contínua preocupação de Deus pela criação.” — ROBERT A. LARMER, PROFESSOR UNIVERSITÁRIO DE FILOSOFIA.

Mas e você? Acredita em milagres?

Talvez hesite em responder “Sim, acredito”, pensando que isso indicaria que você é uma pessoa crédula ou sem cultura. Muitos também pensam assim.
Por outro lado, é possível que você realmente acredite em milagres, incluindo os registrados na Bíblia, como aquele em que Moisés abriu o mar Vermelho. Pode ser que também acredite que hoje ocorrem milagres. De fato, um estudo recente editado pelo Dr. Graham Twelftree mostrou que “uma proporção considerável da população ocidental — por exemplo cerca de 75% dos americanos e 38% dos britânicos entrevistados — ainda acredita em milagres”. Além disso, os cristãos não são os únicos que acreditam em milagres. De acordo com a Britannica Encyclopedia of World Religions (Enciclopédia Britânica das Religiões do Mundo), a crença em acontecimentos milagrosos “é uma particularidade de quase todas as religiões”.
Pode ser também que você pertença a um terceiro grupo, que responderia: “Não sei e não quero saber. Só sei que na minha vida não acontece milagre nenhum.” Mas será que não vale a pena se interessar por milagres?

O QUE É UM MILAGRE?
É um acontecimento que transcende todas as forças humanas e naturais conhecidas, e que geralmente é atribuído a algum tipo de poder sobrenatural.

Vamos aos fatos. Como sitado a cima, a bíblia está repleta de milagres que Deus realizou a favor de seu povo. É interessante que no início da congregação cristã, depois da morte de Jesus esses dons milagrosos foram úteis. Em que sentido?

Você talvez saiba que quando Israel era a nação escolhida de Deus, ele muitas vezes fez milagres para mostrar que estava com o povo. Por meio de Moisés, Deus mostrou seu incrível poder ao libertar Israel do Egito e ao guiar o povo pelo deserto até a Terra Prometida. Infelizmente, vez após vez, os israelitas não mostraram fé. Quando Jeová, por fim, rejeitou Israel e estabeleceu a congregação cristã, ele deu poderes milagrosos aos apóstolos e a outros. Por exemplo, os apóstolos Pedro e João curaram um homem coxo de nascença, e Paulo trouxe um homem de volta à vida. (Atos 3:2-8; 20:9-11) Os milagres que eles fizeram ajudaram a estabelecer o cristianismo em muitas terras. Então, por que cessaram?
O apóstolo Paulo usou uma ilustração para explicar isso: “Quando eu era pequenino, costumava falar como pequenino, pensar como pequenino, raciocinar como pequenino; mas agora que me tornei homem, eliminei as características de pequenino.” (1 Coríntios 13:11) Assim como os pais não tratam um filho pequeno da mesma forma que tratam um filho adulto, Jeová também mudou sua maneira de lidar com a congregação cristã quando ela deixou de ser ‘pequenina’. O apóstolo Paulo explicou que aqueles dons milagrosos tais como a capacidade de falar línguas estrangeiras ou de profetizar seriam ‘eliminados’. — 1 Coríntios 13:8.
Acontece que também existiam poucas cópias das Escrituras. Geralmente, apenas os ricos possuíam rolos ou livros. Em terras pagãs não havia nenhum conhecimento sobre a Bíblia ou seu Autor, Jeová.(Salmos 83:18 Almeida corrigida 1969). O ensino cristão era transmitido oralmente. O objetivo dos dons milagrosos era mostrar que Deus estava usando a congregação cristã.
Mas Paulo explicou que esses dons cessariam quando não fossem mais necessários. “Quer haja dons de profetizar, serão eliminados; quer haja línguas, cessarão; quer haja conhecimento, será eliminado. Pois temos conhecimento parcial e profetizamos parcialmente; mas, quando chegar o que é completo, será eliminado o que é parcial.” — 1 Coríntios 13:8-10.

Hoje, as pessoas têm acesso a várias traduções da Bíblia, bem como a concordâncias e enciclopédias. Mais de 8 milhões de pessoas habilitadas estão ajudando outros a obter conhecimento de Deus baseado na Bíblia.(Mateus 24:14) De modo que os milagres não são mais necessários para confirmar que Jesus Cristo é o Libertador designado de Deus ou para fornecer provas de que Jeová está apoiando os seus servos.
Hoje em dia, temos a Bíblia completa, a qual inclui todas as revelações e conselhos de Deus. Temos o cumprimento de profecias, e temos um entendimento adiantado dos propósitos de Deus. Portanto, não há mais necessidade de milagres. Todavia, o mesmo espírito de Deus, que tornou possível os milagres, ainda existe e produz resultados que fornecem uma igualmente forte evidência do poder divino.

Então como explicar os Milagres que acontecem HOJE?

Será que a Bíblia ensina que é Deus que está por trás de todas as supostas curas milagrosas?’
A resposta a essa última pergunta é especialmente importante. Jesus alertou seus seguidores: “Vigiai-vos dos falsos profetas . . . Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome e não expulsamos demônios em teu nome, e não fizemos muitas obras poderosas [milagres] em teu nome?’ Contudo, eu lhes confessarei então: Nunca vos conheci! Afastai-vos de mim, vós obreiros do que é contra a lei.” — Mateus 7:15, 21-23.
Fica claro que as chamadas curas milagrosas podem se originar de uma fonte que não seja Deus. Para não ser enganado por aqueles que alegam realizar milagres em nome Dele, precisamos obter conhecimento exato sobre Deus, usar a capacidade de raciocínio que ele nos deu e aprender a identificar aqueles que estão fazendo sua vontade.

Mateus 7:16-19 diz:”Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.
Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.”

O apóstolo Paulo referiu-se ao Diabo dizendo: “O deus deste sistema de coisas tem cegado as mentes dos incrédulos, para que não penetre o brilho da iluminação das gloriosas boas novas a respeito do Cristo, que é a imagem de Deus.” (2 Coríntios 4:4) “O deus deste sistema” que é Satanás, o Diabo, tem sido o principal promotor desses milagres que não provem de Deus. “O próprio Satanás persiste em transformar-se em anjo de luz”, escreveu Paulo. “Portanto, não é grande coisa se os ministros dele também persistem em transformar-se em ministros da justiça.” (2 Coríntios 11:14, 15) O Diabo faz as coisas más parecerem boas e engana as pessoas, levando-as a crer em mentiras.

Sabe por que isso é verdade? Porque Jesus disse que os verdadeiros discípulos no tempo do fim seriam identificados pelo amor, e não por milagres ou coisas parecidas. ele disse:“Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” — JOÃO 13:35.

Assim como era o caso entre os seguidores de Cristo no primeiro século, esse notável amor é observável hoje entre os genuínos discípulos de Cristo. O apóstolo Paulo escreveu a cristãos do primeiro século: “Com referência ao amor fraternal, não necessitais de que vos escrevamos, porque vós mesmos sois ensinados por Deus a vos amardes uns aos outros; e, de fato, vós o estais fazendo para com todos os irmãos.” Mesmo assim, Paulo acrescentou: “Que prossigais fazendo isso em medida mais plena.” (1 Tessalonicenses 3:12; 4:9, 10)

E como vimos em Mateus 7:15, 21-23, os falsos profetas ou filhos do Diabo, seriam reconhecidos exatamente por fazer tais coisas!

Mas aonde encontrar o verdadeiro amor dentro de uma religião se vivemos em um mundo egoísta e frio?

Convido você leitor a ler esse artigo e tirar as suas conclusões.

COMO SATANÁS ENGANA AS PESSOAS?

“Cada um é provado por ser provocado e engodado pelo seu próprio desejo”, escreveu o discípulo Tiago. “Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado; o pecado, por sua vez, tendo sido consumado, produz a morte.” (Tia. 1:14, 15) Na tentativa de destruir nossa relação com Deus, Satanás procura atingir a fonte de nossos desejos: O coração.
O que Satanás usa para tentar atingir nosso coração? “O mundo inteiro jaz no poder do maligno”, diz a Bíblia. (1 João 5:19) As armas de Satanás incluem “as coisas no mundo”. (1 João 2:15, 16.) Ao longo de milhares de anos, o Diabo moldou cuidadosamente o ambiente que nos cerca. Visto que vivemos neste mundo, temos de nos proteger de suas táticas sutis. (João 17:15.)

Satanás usa métodos que visam corromper os desejos do nosso coração. O apóstolo João identifica  em 1 João 2:15,16 três tentações que ele usa:

(1) “o desejo da carne”

(2) “o desejo dos olhos”

(3) “a ostentação dos meios de vida da pessoa”

Satanás usou essas coisas para tentar Jesus no ermo. Com muitos anos de experiência utilizando essas armadilhas, Satanás hoje as usa com perícia, adaptando suas táticas às inclinações de cada pessoa. Antes de considerarmos que medidas podemos tomar para nos proteger nesse respeito, vejamos como o Diabo foi bem-sucedido ao usar certas tentações no caso de Eva, mas fracassou ao tentar o Filho de Deus.
1-“O DESEJO DA CARNE”
Os humanos têm uma necessidade básica: Se alimentar para sustentar o corpo. O Criador projetou a Terra para produzir uma fartura de alimento. Satanás talvez tente explorar o desejo natural por alimento no esforço de nos desviar de fazer a vontade de Deus. Veja como ele fez isso no caso de Eva. (Gênesis 3:1-6.) Satanás disse a Eva que ela podia comer do fruto da “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau” e que não morreria. Também alegou que, no dia em que comesse do fruto, ela seria como Deus.(Gên. 2:9) Desse modo, o Diabo insinuou que Eva não precisava obedecer a Deus para viver. Que mentira descarada! Uma vez que essa ideia foi introduzida na mente de Eva, ela tinha duas opções: rejeitar a ideia ou então continuar a pensar nela, permitindo assim que seu desejo pelo fruto aumentasse. Mesmo tendo todas as outras árvores do jardim à sua disposição, Eva preferiu continuar refletindo sobre o que Satanás havia dito sobre a árvore no meio do jardim e “começou a tomar do seu fruto e a comê-lo”. Desse modo, Satanás criou nela um desejo por algo que havia sido proibido pelo seu Criador.
Satanás usou a mesma tática quando tentou Jesus no ermo. Depois de Jesus ter jejuado por 40 dias e 40 noites, Satanás tentou explorar o desejo dele por alimento. “Se tu és filho de Deus”, disse Satanás, “dize a esta pedra que se transforme em pão”. (Luc. 4:1-3) Jesus tinha duas opções: decidir usar, ou não, seu poder milagroso para satisfazer a necessidade de alimento. Ele sabia que não devia usar esse poder para fins egoístas. Embora faminto, não deu mais importância a satisfazer a fome do que a manter sua relação com Jeová. Jesus disse: “Está escrito: ‘O homem não deve viver só de pão, mas de tudo o que procede da boca de Deus.’” (Luc. 4:4)
2-“O DESEJO DOS OLHOS”
João mencionou também como tentação “o desejo dos olhos”. Essa expressão sugere que alguém pode começar a desejar uma coisa por simplesmente olhar para ela. No caso de Eva, Satanás apelou para esse desejo, dizendo: “Forçosamente se abrirão os vossos olhos.” Quanto mais Eva olhava para o fruto proibido, mais atraente ele se tornava. Ela viu que a árvore “era algo para os olhos anelarem”.
Que dizer no caso de Jesus? Satanás “lhe mostrou todos os reinos da terra habitada, num instante de tempo; e o Diabo disse-lhe: ‘Eu te darei toda esta autoridade e a glória deles’”. (Luc. 4:5, 6) Jesus não viu num instante todos os reinos com seus olhos literais, mas Satanás deve ter pensado que a glória desses reinos, apresentada numa visão, teria certo atrativo para Jesus. Satanás teve a audácia de sugerir: ‘Se tu fizeres um ato de adoração diante de mim, tudo será teu.’ (Luc. 4:7) De modo algum Jesus quis ser o tipo de pessoa que Satanás queria que ele fosse. Sua resposta foi imediata: “Está escrito: ‘É a  Deus que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado.’” ( Luc. 4:8. )
3-“A OSTENTAÇÃO DOS MEIOS DE VIDA DA PESSOA”
Ao falar das coisas do mundo, João mencionou “a ostentação dos meios de vida da pessoa”. Quando Adão e Eva eram os únicos humanos na Terra, eles naturalmente não podiam ‘ostentar seus meios de vida’ diante de outros. Mas eles manifestaram orgulho. Ao tentar Eva, Satanás insinuou que Deus estava lhe negando algo maravilhoso. O Diabo disse a ela que, no mesmo dia em que comesse da “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau”, ela ‘forçosamente seria como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau’. (Gên. 2:17; 3:5) Assim, Satanás sugeriu que Eva poderia tornar-se independente de Jeová Deus. Pelo visto, um fator que a levou a aceitar essa mentira foi o orgulho. Ela comeu do fruto proibido, acreditando que realmente não morreria. Como estava enganada!
Em contraste com Eva, que excelente exemplo de humildade Jesus deu! Satanás o tentou de outra maneira, mas Jesus rejeitou até mesmo a ideia de fazer algo dramático que colocasse Deus à prova. Isso teria sido um ato de orgulho! Em vez disso, a resposta de Jesus foi clara e direta: “Dito está: ‘Não deves pôr Jeová, teu Deus, à prova.’” ( Lucas 4:9-12 King James Nome Divino 2012)
COMO PROTEGER NOSSA RELAÇÃO COM JEOVÁ?
Hoje, Satanás usa tentações semelhantes às que usou com Eva e com Jesus. Apelando para “o desejo da carne”, o Diabo usa seu mundo para promover a imoralidade e o excesso no comer e no beber. Por meio da pornografia, em especial na internet, ele pode atrair a atenção de um usuário desprevenido e apelar para “o desejo dos olhos”. E o materialismo, o poder e a fama sem dúvida são uma grande tentação para os orgulhosos e os que tendem a ‘ostentar seus meios de vida’.
“As coisas no mundo” são como iscas de pescador. Elas são atraentes, mas presa a cada isca há um anzol. Satanás usa o que as pessoas talvez considerem necessidades do dia a dia para levá-las a querer fazer o que é contra as leis de Deus. Mas o objetivo dessas tentações sutis é influenciar nossos desejos e corromper nosso coração. São na realidade uma tentativa de nos levar a crer que cuidar de nossas necessidades e confortos pessoais é mais importante do que fazer a vontade de Deus. Que dizer de nós? Será que cederemos a essas tentações?

O mundo e seu espírito carnal são contra Deus e seu espírito santo. Assim, os verdadeiros seguidores de Cristo não apenas evitam fazer parte do mundo. Eles o rejeitam no coração, sabendo que, como escreveu o discípulo Tiago, “a amizade com o mundo é inimizade com Deus”.( Tia. 4:4)

Pode ser um desafio acatar as palavras de Tiago num mundo que oferece inúmeras tentações. (2 Tim. 4:10) Por isso, Jesus orou em favor de seus seguidores: “Solicito-te, não que os tires do mundo, mas que vigies sobre eles, por causa do iníquo. Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:15, 16) Pergunte-se: ‘Esforço-me em não fazer parte do mundo? Será que outros sabem qual é a minha posição em relação a celebrações e costumes antibíblicos, bem como práticas que talvez não tem origem pagã mas refletem claramente o espírito do mundo?’ (2 Cor. 6:17; 1 Ped. 4:3, 4)

É óbvio que a nossa posição bíblica não granjeará o favor do mundo, mas poderá levantar a curiosidade de pessoas sinceras. Sem dúvida, ao observarem que a nossa fé tem firmes raízes nas Escrituras e envolve nosso inteiro modo de vida, tais pessoas talvez reajam dizendo, com efeito: “Iremos convosco, pois ouvimos que Deus está convosco.” ( Zac. 8:23)

Embora Eva tenha cedido às tentações de Satanás, Jesus conseguiu resistir a elas. Em cada caso, ele deu uma resposta bíblica, dizendo “está escrito” ou “dito está”. Se estudarmos bem a Bíblia, conheceremos as Escrituras e teremos como nos lembrar de versículos que podem nos ajudar a manter o foco diante de tentações. (Sal. 1:1, 2) Lembrar de exemplos bíblicos de pessoas que foram leais a Deus nos ajudará a imitá-los. (Rom. 15:4) Ter profundo respeito por Jeová, amando o que ele ama e odiando o que ele odeia, nos protegerá, conforme diz a bíblia: “Ó vós amantes de Jeová, odiai o que é mau. Ele guarda as almas dos que lhe são leais; Livra-os da mão dos que praticam a injustiça. (Salmos 97:10 Tradução Brasileira)

A verdade a respeito do Pai, do Filho e do Espírito santo

AS PESSOAS que acreditam no ensino da Trindade dizem que Deus consiste em três pessoas — o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Alega-se que essas três pessoas são iguais, todo-poderosas e não tiveram princípio. Portanto, de acordo com a doutrina da Trindade, o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus, mas, mesmo assim, há um só Deus.

Muitos que acreditam na Trindade admitem que não sabem explicar esse ensino. Ainda assim, talvez achem que se trata de  um ensino bíblico. Vale notar que a palavra “Trindade” não aparece na Bíblia. Mas será que a Bíblia contém a ideia de uma Trindade? Para responder a essa pergunta, vejamos um texto que os defensores dessa doutrina citam com frequência.

“O VERBO ERA DEUS”

João 1:1 diz: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (Versão Almeida) Mais adiante no mesmo capítulo, o apóstolo João mostra claramente que “o Verbo [a Palavra]” é Jesus. (João 1:14) No entanto, visto que o Verbo é chamado de Deus, alguns concluem que o Filho e o Pai têm de ser parte do mesmo Deus.

Tenha em mente que essa parte da Bíblia foi escrita originalmente em grego. Mais tarde, tradutores verteram o texto grego para outros idiomas. Muitos tradutores da Bíblia, porém, não usaram a frase “o Verbo era Deus”. Por que não? Com base no seu conhecimento do grego bíblico, esses tradutores concluíram que a frase “o Verbo era Deus” devia ser traduzida de modo diferente. Como? Veja alguns exemplos:

“O Logos [ou o Verbo] era divino.” (A New Translation of the Bible)

“O Verbo era um deus.” (The New Testament in an Improved Version)

“O Verbo estava com Deus e era da mesma natureza que ele.” (The Translator’s New Testament)

De acordo com essas traduções, o Verbo não é o próprio Deus. Em vez disso, devido à sua elevada posição entre as criaturas de Jeová, o Verbo (ou a Palavra) é chamado de “um deus”. O termo “deus” aqui significa “poderoso”.

OBTENHA MAIS FATOS

A maioria das pessoas não conhece o grego bíblico. Como, então, você pode saber o que o apóstolo João realmente queria dizer?

Para entender o sentido de João 1:1, você pode encontrar no Evangelho de João mais informações sobre a posição de Jesus. Aprender fatos adicionais sobre esse assunto o ajudará a chegar à conclusão certa.

Por exemplo, veja o que João escreveu no capítulo 1, versículo 18: “Nenhum homem jamais viu a Deus [o Todo-Poderoso].” No entanto, humanos viram Jesus, o Filho, pois João diz: “O Verbo [Jesus] se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória.” (João 1:14, Al) Como, então, o Filho poderia ser parte do Deus Todo-Poderoso? João disse também que o Verbo estava “com Deus”. Mas como pode uma pessoa estar com alguém e, ao mesmo tempo, ser essa pessoa? Além do mais, conforme registrado em João 17:3, Jesus faz uma clara distinção entre ele e seu Pai celestial. Ele chama seu Pai de “único Deus verdadeiro”. E, quase no fim de seu Evangelho, João resume o assunto dizendo: “Estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus.” (João 20:31) Note que Jesus não é chamado de Deus, mas sim de Filho de Deus. Essas informações adicionais, fornecidas no Evangelho de João, mostram como João 1:1deve ser entendido. Jesus, a Palavra, é “um deus” no sentido de que ele tem uma alta posição, mas não é o mesmo que o Deus Todo-Poderoso.

CONFIRME OS FATOS

Se você não tiver certeza sobre o que o escritor bíblico João realmente queria dizer a respeito da relação entre Jesus e o Deus Todo-Poderoso, poderá recorrer a outro escritor bíblico em busca de mais informações. Veja o que foi escrito por Mateus, por exemplo. A respeito do fim do atual sistema mundial, ele citou as palavras de Jesus: “A respeito daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas somente o Pai.” (Mateus 24:36) De que modo essas palavras confirmam que Jesus não é o Deus Todo-Poderoso?

Jesus disse que o Pai sabia mais do que o Filho. Se Jesus fosse parte do Deus Todo-Poderoso, no entanto, ele conheceria os mesmos fatos que o Pai. Portanto, o Filho e o Pai não podem ser iguais. Ainda assim, alguns dirão: ‘Jesus tinha duas naturezas. Aqui ele falava como humano.’ Mas, mesmo que isso fosse assim, que dizer do espírito santo? Se o espírito santo e o Pai são parte do mesmo Deus, por que Jesus não disse que o espírito santo sabia o que o Pai sabia?

Outra prova é um texto copta de joão 1:1.

Segundo o texto Copta em G. Horner, The Coptic Version of the New Testament in the Southern Dialect, vol. III (Oxford: Clarendon Press, 1911-1924) pp.2-4.


1:1  ϨΝ ΤЄϨΟΥЄΙΤЄ ΝЄϤϢΟΟΠ ΝϬΙΠϢΑϪЄ, ΑΥѠ ΠϢΑϪЄ ΝЄϤϢΟΟΠΝΝΑϨΡΜ ΠΝΟΥΤЄ. ΑΥѠ ΝЄΥΝΟΥΤЄ ΠЄ ΠϢΑϪЄ

“No princípio existia a palavra, e a palavra existia com o Deus, e a palavra era um deus.”

Mas o fato de que a língua grega do primeiro século não tinha artigo indefinido (“um”) levanta dúvidas na mente de alguns. É por esse motivo que uma tradução da Bíblia numa língua falada nos primeiros séculos de nossa Era Comum é muito interessante.

Essa língua é o dialeto saídico do copta. O idioma copta era falado no Egito nos séculos que vieram logo após o ministério de Jesus, e o dialeto saídico era uma forma literária inicial desse idioma. Com respeito às primeiras traduções cópticas da Bíblia, o The Anchor Bible Dictionary (Dicionário Bíblico Anchor) diz: “Visto que a [Septuaginta] e as [Escrituras Gregas Cristãs] foram traduzidas para o copta durante o terceiro século EC, a versão cóptica teve como base os [manuscritos gregos], que são bem mais antigos que a grande maioria dos manuscritos existentes.”

O texto copta saídico é especialmente interessante por dois motivos.

Primeiro, conforme indicado acima, ele reflete o modo como se entendia os ensinamentos bíblicos antes do quarto século, época em que a Trindade se tornou uma doutrina oficial.

Segundo, a gramática cóptica é parecida com as gramáticas inglesa e portuguesa em um aspecto importante. As primeiras traduções das Escrituras Gregas Cristãs foram para os idiomas siríaco, latim e copta. O siríaco e o latim, assim como o grego daqueles dias, não têm artigo indefinido, mas o copta tem. Além disso, o erudito Thomas O. Lambdin, em sua obra Introduction to Sahidic Coptic (Introdução ao Copta Saídico) diz: “O uso dos artigos cópticos, tanto o definido como o indefinido, é bem parecido ao uso dos artigos em inglês.”

Assim, a tradução cóptica fornece uma evidência interessante de como João 1:1 era entendido naquela época. Que evidência é essa? A tradução copta saídica usa um artigo indefinido junto com a palavra “deus” na última parte de João 1:1. Portanto, quando vertido para o português moderno, esse texto fica assim: “E a Palavra era um deus.”

Pelo visto, aqueles tradutores antigos perceberam que as palavras de João registradas em João 1:1 não significavam que Jesus devia ser associado com o Deus Todo-Poderoso. A Palavra era um deus, não o Deus Todo-Poderoso.