SERÁ QUE DUROU 24 HORAS OS 06 DIAS CRIATIVOS DE GÊNESIS?

A tabela que segue apresenta as atividades criativas de Deus durante os seis “dias” esboçados em Gênesis.
OBRAS CRIATIVAS TERRESTRES DE JEOVÁ
Dia N.° Obras Criativas                                                 Textos
1           Luz; separação entre dia e noite.                    Gên 1:3-5
2           Expansão, separação das águas debaixo da Gên 1:6-8
expansão das águas por cima dela.
3           Terra seca; vegetação.                                   Gên 1:9-13
4           Luzeiros celestes tornam-se discerníveis       Gên 1:14-19
da terra.
5           Almas aquáticas e criaturas voadoras.           Gên 1:20-23
6           Animais terrestres; homem.                            Gên 1:24-31

A palavra “dia” é às vezes usada para indicar certa medida de distância, como nas expressões “um dia de jornada” e a “distância da jornada de um sábado”. — Núm 11:31; At 1:12
Em profecia, um dia representa às vezes um ano. Isto pode ser observado em Ezequiel 4:6: “Tens de deitar-te sobre o teu lado direito, no segundo caso, e tens de levar o erro da casa de Judá por quarenta dias. Um dia por um ano, um dia por um ano é o que te dei.” — Veja também Núm 14:34.
Certos números específicos de dias dados com relação a profecias são: três dias e meio (Re 11:9); 10 dias (Re 2:10); 40 dias (Ez 4:6); 390 dias (Ez 4:5); 1.260 dias (Re 11:3; 12:6); 1.290 dias (Da 12:11); 1.335 dias (Da 12:12); e 2.300 dias (Da 8:14).
O termo “dia(s)” também é usado referindo-se a um período de tempo contemporâneo a determinada pessoa, como, por exemplo, os “dias de Noé” e os “dias de Ló”. — Lu 17:26-30; Is 1:1.
Outros casos em que a palavra “dia” é usada em sentido flexível ou figurativo são: o “dia em que Deus criou Adão” (Gên 5:1), “o dia de Jeová” (Sof 1:7), o “dia de fúria” (Sof 1:15), o “dia de salvação” (2Co 6:2), “o dia do julgamento” (2Pe 3:7), o “grande dia de Deus, o Todo-poderoso” (Re 16:14), e outros.
Este uso flexível da palavra “dia” para expressar unidades de tempo de duração variada é claramente evidente no relato de Gênesis sobre a criação. Lá se menciona uma semana de seis dias criativos, seguidos de um sétimo dia de descanso. A semana que os judeus deviam observar sob o pacto da Lei que lhes foi dado por Deus era uma cópia em miniatura daquela semana criativa. (Êx 20:8-11) No registro bíblico, o relato de cada um dos seis dias criativos conclui com a declaração: “E veio a ser noitinha e veio a ser manhã”, primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto e sexto dia. (Gên 1:5, 8, 13, 19, 23, 31) O sétimo dia, porém, não tem esta conclusão, indicando que este período, durante o qual Deus tem estado descansando das suas obras criativas com respeito à terra, prosseguia. Em Hebreus 4:1-10, o apóstolo Paulo indicou que o dia de descanso de Deus ainda continuava na geração dele, e isso já era mais de 4.000 anos depois do início daquele período de descanso do sétimo dia. Isto torna claro que cada dia criativo, ou período de trabalho, tinha pelo menos milhares de anos de duração. Conforme observa A Religious Encyclopædia (Enciclopédia Religiosa; Vol. I, p. 613): “Os dias da criação eram dias criativos, estágios no processo, mas não dias de vinte e quatro horas cada um.” — Editada por P. Schaff, 1894.
O inteiro período das seis unidades de tempo, ou “dias” criativos, dedicado à preparação do planeta Terra, é resumido num único todo-abrangente “dia”, em Gênesis 2:4: “Esta é uma história dos céus e da terra no tempo em que foram criados, no dia em que Jeová Deus fez a terra e o céu.”
A situação do homem não tem comparação com a do Criador, que não reside dentro do nosso sistema solar, e que não é afetado pelos diversos ciclos e órbitas deste. O salmista diz a respeito de Deus, que é de tempo indefinido a tempo indefinido: “Pois mil anos aos teus olhos são apenas como o ontem que passou e como uma vigília durante a noite.” (Sal 90:2, 4) De modo correspondente, o apóstolo Pedro escreve que “um só dia é para Jeová como mil anos, e mil anos, como um só dia”. (2Pe 3:8) Para o homem, um período de 1.000 anos representa 365.242 unidades individuais de tempo, dia e noite, mas para o Criador pode ser apenas um só período ininterrupto em que ele começa a executar alguma atividade objetiva e a leva à sua conclusão bem-sucedida, muito parecido ao homem que começa uma tarefa de manhã e a termina até o fim do dia.
Jeová é o Originador de nosso universo, no qual o tempo, o espaço, o movimento, a massa e a energia se mostraram todos inescapavelmente relacionados entre si. Ele controla todos segundo o Seu propósito, e ao lidar com as Suas criaturas na terra, especifica tempos definidos para as Suas próprias ações para com elas, até mesmo ‘o dia e a hora’. (Mt 24:36; Gál 4:4) Ele mantém estas especificações com a máxima pontualidade.

Atribuir-se não apenas 24 horas, mas um período mais longo, milhares de anos, a cada um dos dias criativos harmoniza-se melhor com a evidência encontrada na própria terra.

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Um comentário sobre “SERÁ QUE DUROU 24 HORAS OS 06 DIAS CRIATIVOS DE GÊNESIS?

  1. rose

    A explicação do autor do site é muito boa, contudo, creio que ela não resolve os buracos deixados quando se imagina que esses dias criativos foram de milhares, bilhões de anos. Além disso, o próprio texto bíblico é inconsistente e, por ora, até mesmo contraditório.
    O primeiro versículo é claramente uma introdução, “No principio Deus criou os céus e a terra” pois, os versículos seguintes, sobretudo, o segundo e terceiro falam em que condições se encontravam a terra e a região em sua volta, após serem criados.
    O relato bíblico não revela em nenhum momento quando se deu a criação da Terra. Alguns ditos eruditos falam que a Terra, o Sol e estrelas já teriam sido criados nesse” principio desconhecido”. Entretanto, esse pensamento não se encaixa no relato descrito pela bíblia. Por que não? Porque a bíblia menciona o momento da criação do Sol, das estrelas e da Lua e esse momento é posterior ao da criação da Terra, que não se revela, no texto bíblico, em nenhum momento. Isso é tanto verdade que se fala em escuridão sobre a superfície das águas. E essa escuridão só se dá porque ainda o Sol não tinha sido criado. Portanto, o “No principio” nada mais é que o momento em que se dá a criação do espaço físico terrestre.
    Não se pode deixar de notar que o relato bíblico da criação se encaixa na forma como os povos antigos viam o mundo. Os povos antigos acreditavam no conceito que mais tarde foi chamado de geocentrismo, nesse pensamento acreditava-se que a Terra era o centro do universo e que tudo girava em seu redor. E mais, tudo teria começado a partir de um oceano de águas, as águas primordiais. Esse oceano é claramente mencionado na bíblia, quando se diz ali que o espirito de Deus movia-se sobre a superfície das águas.
    A primeira inconsistência se dá justamente ” no princípio”. “Ora a terra mostrava ser sem forma e vazia, e havia escuridão sobre a superfície da água de profundezas”. Certamente, a Terra deveria estar vazia, já que nada sobre ela ainda havia sido criado por ocasião de sua suposta criação, porém, o escritor a quem muitos atribui à figura de Moisés, fala de águas presentes na superfície da terra. E isso contamina, de forma irremediável, o relato. Sem mencionar a questão de dizer que a terra não tinha forma e que o Sol teria sido criado depois da Terra. Se havia água, havia também oxigênio e hidrogênio, e se já havia esses elementos havia também algas, pois são elas as maiores produtoras de oxigênio. E se havia algas, havia seres vivos mesmo antes da criação começar. Agora a grande questão é: Como poderia haver Algas produtoras de oxigênio, se não havia o Sol, necessário para produzirem seu próprio alimento? E as plantas, segundo a bíblia, só teriam sido criadas no 3º dia.
    É óbvio que quando a bíblia menciona que havia escuridão na superfície e logo em seguida fala do momento da criação do Sol, isso quer reforçar a ideia de que com a sua criação não mais haveria escuridão total. Como não havia Sol, logo não havia dia, pois, hoje sabemos que dia e noite são fenômenos produzidos por causa da rotação da Terra em torno de si, ficando um de seus lados ora oculto, ora na presença do Sol.
    “A expressão sem forma”. Sabemos a olho nu que a terra e a lua possuem formas circulares. As estrelas também são assim. Porém, a bíblia fala que a terra era sem forma. então qual era a forma da terra? Sabemos hoje que a terra, a lua, as estrelas e outros corpos celestes possuem a forma que tem devido à força da gravidade, que atrai toda as suas massas para seu centro. Portanto, outra não poderia ser a forma da terra.
    Há quem diga que o texto foi escrito a partir da perspectiva de um observador terrestre, daí os motivos de algumas aparentes incoerências e contradições. Porém, digo novamente que isso não se sustenta, quando olhamos atentamente para o texto. Que outra perspectiva haveria, a não ser a de um observador na terra? O texto busca apenas revelar como se deu a formação das coisas independentemente da posição geográfica de quem o escreveu. E o mesmo revela o pensamento, conceitos e ideias de uma época. Vejam, porque digo isso.
    A criação do Sol é mencionada, de fato, no versículo 3( primeiro dia), precisamente. As estrelas são criadas no 4 dia. Aí está a concepção que o escritor bíblico da época tinha. Ele achava que o Sol era algo diferente das estrelas. Daí o fato de seu relato mencionar a criação desses astros em momentos distintos e diferentes. E chama o Sol e a Lua de luzeiros maior e menor, mostrando assim, como eram vistos esses corpos celestes. Como esses povos não tinham o conhecimento que temos nos dias de hoje, achavam o Sol era um luzeiro maior que a Lua e as estrelas. Quando na realidade o Sol é um luzeiro como as estrelas são. A Lua, por seu turno, não é um luzeiro, apenas reflete a luz do Sol. O Sol é uma estrela!
    Criar o Sol que é uma estrela no primeiro dia e depois as estrelas no 4 dia, derruba a ideia de que se trata de perspectiva de um observador terrestre. Se trata de ideias conceituais, nada mais que isso. Não tem sentido criar uma estrela no primeiro dia e depois em um quarto dia passar a criar a mesma coisa (outras estrelas). O lógico seria criá-las em um mesmo dia, e não em dias distintos. E o relato mostra que a lógica é essa quando menciona a criação dos animais terrestres. Estes são criados em um só dia, independentemente de serem grandes, pequenos, rastejantes, mamíferos ou não. A criação das aves segue essa lógica também. Outro detalhe, diz que as estrelas foram criadas para iluminar, servir de sinais e marcar estações, o que não é verdade. O objetivo das estrelas não é iluminar a Terra, para isso já temos a estrela mais próxima, o Sol. Há estrelas que sequer existem mais. As estrelas nascem e morrerem como tudo na vida.
    O relato da criação é totalmente geocentrista. Tudo acontece em volta e por causa da Terra.
    Pare e pense mais um pouco, será que os hebreus e outros povos ao lerem esse relato imaginavam que ali se trata da criação da Terra como planeta? É claro que não! A menção de terra ali, refere-se claramente ao solo em que se planta e cultiva as plantas e onde se pisavam com os pés, e não ao planeta Terra. A terra como sendo Terra, globo, é um conceito moderno que era desconhecido pelos povos antigos. Para eles a terra era um enorme prato achatado circular. Isso é provado em inúmeras representações encontradas. é só pesquisar na internet e qualquer um poderá comprovar o que falo.
    Por tudo isso, é obvio que os dias mencionados nada mais eram que dias literais. Se isso não for suficiente é só ler Josefo para se ter a certeza disso. Em “antiguidades Judaicas”, ele busca retratar toda a história do povo judeu desde o principio descrito pelo Gênesis até os seus dias.
    O dia de sábado é mencionado como dia a ser guardado.Se os dias eram eras de milhares de anos, então como se observar e tê-lo como sagrado?
    Se os dias não eram literais, então o relato bíblico é falacioso, já que mencionam dias em que não foram criados nada. Se os luzeiros só puderam ser vistos de forma nítida apenas no quarto dia, então como as plantas puderam se desenvolver sem a presença da luz, sem se falar dos animais que também precisam da luz solar? E isso como já disse, implicaria dizer que o 4º dia não existiu, pois nesse dia não teria sido criado nada, contrariando sobremaneira o texto bíblico. Há ainda a expressão ” veio a ser noitinha e veio a ser manhã” que mostra a variação literal de um dia solar.” “E Deus passou a fazer separação entre dia e escuridão, a fazer separação entre luz e escuridão” , todas essas expressões estão fortemente ligadas a criação do Sol e estrelas, mostrando a ideia de dia literal. Note que não teria sentido passar milhares de anos para haver dia e noite.
    Quanto aos textos apresentados como prova de que um dia seria mil ou mais anos para Deus, também isso não coincide com a verdade. Primeiro, quando o escritor quis dizer que um dia era um ano ou períodos de anos, ele o dizia claramente. Isso não ficava subentendido. Segundo, as menções a mil anos como sendo um dia para Deus, não quer dizer que isso de fato é assim. O escritor apenas quer retratar a Divindade como alguém acima do tempo e do espaço. Alguém que ao contrário de nós não se preocupa com o tempo. Os textos querem mostrar a eternidade de Deus em frente ao tempo. O escritor poderia dizer que um dia para Deus era 2000, 5000 ou 10.000 mil anos, mas preferível dizer que era igual a 1000, somente para falar que o tempo não é importante para Deus. É só olhar o contexto que isso é percebido.
    Quando Pedro usou a ideia de mil anos, ele queria refutar as argumentações de alguns pagãos, bem como encorajar alguns cristãos que estavam ficando desanimados com a demora da volta de Cristo e o fim daquele sistema opressor. Por isso, ele dizer que não havia demora, mas que Deus não se preocupava com o tempo. Se realmente, Deus encarasse literalmente como mil anos um dia, isso seria um grande problema para os que seguem a Deus que vivem apenas alguns anos. O mais justo seria Deus encarar o tempo do ponto de vista dos homens e não o contrário.
    Se ainda estamos no dia sabático, então Deus é violador do dia que ele disse que descansaria. E a ordem era para não se fazer nada nesse dia.
    Pensar de forma contrária a tudo que foi dito acima é forçar uma interpretação nos textos bíblicos para se harmonizar com a atual ciência. E de fato, essas ideias de dias não literais só veio surgir, quando a moderna ciência mostrou que a Terra, a passagem do homem sobre ela, o Sol e as estrelas teriam surgidos a milhares, milhões de anos.

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