A RELIGIÃO E O SEU ENVOLVIMENTO NA POLÍTICA É CORRETO?

Ao ler essa matéria tenha em mente o que nosso salvador Jesus cristo falou:”Meu reino não faz parte deste mundo.” (João 18:36)

Tendo isso em mente ao ler, tente responder as seguintes perguntas:

  • A religião que sigo está envolvida?
  • O que Deus pensa a respeito disso?
  • A religião verdadeira, baseada na bíblia faria esse tipo de coisa?
  • O que devo fazer para encontrar a religião que faz a vontade de Deus aqui na terra de acordo com o que a bíblia ensina?

As Religiões estão-se envolvendo
“É TEMPO de gente religiosa ter influência no governo.” Estas foram as palavras dum pastor da Califórnia, E.U.A. Concorda com ele, de que gente religiosa deve envolver-se na política? Muitos concordam, pois vêem com consternação as decadentes normas de moral, o aumento do crime, o declínio econômico, as tensões internacionais, a pobreza, a fome e a crescente descrença em volta da terra.
É verdade que os governos são responsáveis por muitos desses problemas. Contudo, os governos são amiúde impotentes. Pior ainda, muitos são marcados por escândalos. Relatos de corrupção e fraude têm enfraquecido a confiança das pessoas no governo, a ponto de concordarem com certa mãe de meia-idade, que disse: “Começo a pensar que o inteiro sistema político tornou-se corrupto e imoral.”
Por isso, muitos sinceros acham que a religião devia procurar ajudar. Acham que a religião representa a Deus, e acreditam — com toda razão — que, para se resolver os problemas do homem, é necessário mais do que o conhecimento humano. Oram pedindo ajuda, mas não têm certeza de como Deus os ajudará. Acham, talvez, que compete a eles fazer algo. Por isso, gostam de ver “gente religiosa” envolver-se na política para introduzir o elemento “religiosidade” no governo. Ministros, sacerdotes e pessoas ligadas à religião estão cada vez mais ativos na política.
É este o melhor modo de a religião ajudar hoje em dia?

O escritor bíblico Tiago escreveu:”o verdadeiro cristão deve manter-se “sem mancha do mundo”. — Tiago 1:27

O fato é que a verdadeira religião e seus seguidores podem fazer uma enorme contribuição. Mas, para percebermos o que é essa contribuição, precisaremos entender alguns fatos básicos.
Primeiro: Para ter valor, a religião precisa falar com a voz de Deus, não de homem. Como é isso possível? A Bíblia diz: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça, a fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra.” (2 Timóteo 3:16, 17) Se o ministro religioso expressa sua própria opinião, mesmo que esteja com a Bíblia na mão, essa opinião não tem mais valor do que a de qualquer outra pessoa. No entanto, se o que ele diz está realmente declarado na Bíblia, ou na “Escritura”, expressa os pensamentos de Deus.
Em segundo lugar: Jesus disse: “Meu reino não faz parte deste mundo.” (João 18:36) Assim, a religião verdadeira, baseada na Bíblia, é neutra quanto à política do mundo. Não é nem a favor nem contra qualquer nação, raça, sistema político ou econômico. Os cristãos promovem o reino de Deus, não algum “reino” deste mundo. O cristão não deve tomar partido nas controvérsias políticas deste mundo, assim como Jesus não tomou partido nas controvérsias acaloradas entre os judeus e os romanos nos seus dias. — Marcos 12:17.
Jesus, assim como os cristãos hoje, provia ajuda física aos doentes e necessitados quando podia. Mas não se envolvia em política. Sua obra principal era pregar “as boas novas do reino”. (Mateus 9:35) O melhor modo em que o cristão pode ajudar seu próximo, em vista das atuais condições difíceis do mundo, é pregar estas mesmas “boas novas”.
Por que é isso melhor do que envolver-se na política? Porque, como qualquer pessoa realista deve reconhecer, os problemas da humanidade nunca serão solucionados completamente pela política, apesar dos esforços diligentes e sinceros de alguns políticos. Serão necessários autoridade e poder sobre-humanos para eliminar a pobreza, a doença, a corrupção e todos os nossos outros males. E a Bíblia explica que isto será feito somente por Deus, por meio de seu reino, seu governo celestial, tendo a Jesus Cristo por rei. — Jeremias 10:23; Daniel 2:44.
Portanto, a comissão dada por Jesus aos seus seguidores não foi a de procurar influenciar os políticos do mundo, mas fazer discípulos, o que fazem atualmente por pregar “estas boas novas do reino” em toda a terra habitada. (Mateus 24:14) Devem informar a humanidade sobre por que o reino acabará com as tensões e como sabemos que isso se dará muito em breve. Seu trabalho é falar a outros sobre as bênçãos que hão de fluir desse reino tanto agora como no futuro, e devem ajudar as pessoas a se tornarem discípulos de Jesus Cristo, o que as habilitará a participar dessas bênçãos. — Mateus 28:19, 20; 1 Timóteo 4:8; Revelação 21:3, 4.
Esta mensagem é valiosíssima para os que a aceitam. Responde às suas perguntas mais desconcertantes, elimina suas dúvidas, ajuda-os a enfrentar as tensões que os afligem agora, e, assim, ensina-lhes a obter a “paz de Deus, que excede todo pensamento”. — Filipenses 4:6, 7.

Terceiro:: “O deus deste sistema de coisas tem cegado as mentes dos incrédulos, para que não penetre o brilho da iluminação das gloriosas boas novas a respeito do Cristo, que é a imagem de Deus.” — 2 Coríntios 4:4.

“ Novamente, o Diabo levou-o a um monte extraordinariamente alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles,  e disse-lhe: “Todas estas coisas te darei, se te prostrares e me fizeres um ato de adoração.” Jesus disse-lhe então: “Vai-te, Satanás! Pois está escrito: ‘É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado.’” (Mateus 4:8-10)

Fica claro que o governante desse mundo é o diabo, pois ele é o “deus desse sistema de coisas” e tentou Jesus, usando a glória dos reinos do mundo. Como poderia ele oferecer algo que não lhe pertence?

Se o Diabo é quem governa todo o mundo por meio dos governos políticos, seria sensato a religião envolver-se?

Convido você leitor a ver os requisitos que a bíblia exige para a verdadeira religião:http://www.jw.org/pt/ensinos-biblicos/perguntas/qual-e-a-religiao-verdadeira/

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2 comentários sobre “A RELIGIÃO E O SEU ENVOLVIMENTO NA POLÍTICA É CORRETO?

  1. joao

    Eu também penso dessa mesma forma, Wallery. E vou mais além. A bíblia é dividida em duas partes. A primeira parte compreende o chamado velho testamento ou Torá para os judeus; a segunda, Novo testamento, escrita por escritores cristãos e judeus-cristãos .
    Assim, na bíblia, há duas ideias ou pensamentos distintos. Os contidos na Torá viam a Jeová como seu Deus, criador do bem e do mal. As bênçãos e maldições só poderiam vir de um só, quer dizer, de Jeová. No pensamento judeu, se você fosse bem sucedido e tivesse riquezas, era Jeová que lhe proporcionava isso. Se uma pessoa tivesse alguma doença, por exemplo, no caso das mulheres judaicas, e sempre elas, nunca os homens, fossem estéreis, era Jeová o causador também. São diversos os textos da bíblia judaica que deixa isso bem claro. “Jeová fechou minha madre”, diz enfaticamente alguns deles.
    Jeová é a fonte do bem e do mal, portanto somente ele deve ser adorado e amado. Não há outro que se iguale a ele em poder. Ele é o criador da luz e da escuridão. É ele que traz a paz, mas também, a guerra, a escassez e abundância.
    Enquanto os hebreus acreditavam em um só deus, os outros povos acreditavam em diversos. As qualidades que os hebreus davam exclusivamente a uma só divindade, seus vizinhos davam a diversas. O deus do bem era um, o do mal era outro, porém o deus que fazia o bem também poderia fazer o mal, desde que se sentisse contrariado.
    Agora, não podemos negar a inteligência dos hebreus nesse aspecto. Para que tanto trabalho em adorar tantos deuses? por que não unir todas os atributos de todos os deuses em um só e somente a este adorar? Seria muito mais fácil assim, não é mesmo? Foi isso que os hebreus fizeram.
    Quando os hebreus entraram em contato com a cultura medo-persa, alguns de seus conceitos começaram a mudar.
    Jeová sendo bom, não poderia ser o causador do mal. Pensar dessa forma também justificaria o porque de tantas desgraças por que passava os judeus. A ideia de diabo ( opositor) toma forma a partir de então. O mal agora seria obra desse ser, o bem, contudo, seria de Jeová.
    Na realidade, a ideia de grande Satã, diabo e demônios quase que nem aparece nos livros bíblicos judaicos. O único livro que fala explicitamente do diabo é o de Jó. No de crônicas, há uma passagem que alguns acreditam se referir ao diabo, mas há quem ponha em dúvida essa passagem, já que diabo é uma palavra hebraica que significa opositor e não especificamente um ser espiritual. Temos também a tão confusa e completamente duvidosa passagem de Ezequiel que tudo aponta que seja uma referência ao rei de Tiro.
    Quando um povo era dominado por outro, creditava-se o feito ao deus daquele povo. Dizia-se, nesses casos, que o deus de um era superior ao do outro. Assim, se os judeus se afastassem da adoração de Jeová, eles seriam dominados por outros povos, em demonstração do desfavor de Jeová. Uma boa tática essa, não! Ficava fácil explicar assim, o porquê de um povo que se dizia adorar o deus dos deuses, ser martirizado pelos adoradores dos falsos deuses. O fracasso seria creditada a eles mesmos e não a Jeová. Os escribas e sacerdotes judeus foram os responsáveis por essa nova concepção. Repito, essa ideia foi criada depois que os hebreus entraram em contato com os babilônios e medo -persas. Antes, para os hebreus não havia outro deus a não ser Jeová, os demais, sequer existiam de fato, eram deuses falsos- frutos da imaginação e produtos das mãos humanas, diferentemente de Jeová, pensavam eles. Só quem podia fazer o mal e o bem era Jeová, ninguém mais o faria.
    Se voltássemos no passado e fizéssemos a pergunta “Quem domina o mundo, quem controla os poderes governamentais desse mundo?” em uma só voz os judeus responderia ser Jeová.
    O diabo surge de forma marcante nos apócrifos judaicos, nos contos populares e no Novo Testamento. Na Torá, você não verá nenhum mal sendo atribuído a um demônio, do gênesis ao último de seus livros. As maldades que foram praticadas desde Caim até as dez pragas no Egito, não há menção alguma de serem obras do diabo. não se fala nada, o diabo está totalmente ausente.
    Os escritores do Novo Testamento reforçaram essa nova concepção. Deram vida a um ser chamado Satanás.
    O deus judeu não mais seria Jeová dos exércitos, – nome muito conveniente, por sinal, para uma época em que mais se via era guerra, um povo buscando sobrepujar um outro-, mas o deus de amor. Um deus capaz até de dar-se, como sacrifício, em favor dos pecadores, isso na mente dos trinitaristas ou de dar seu único filho, jesus, aos homens.
    Jeová não é mais o deus dos hebreus- um deus parcial, de preferências, mas um deus imparcial, um deus de todos os povos sem distinção alguma.
    As mazelas da humanidade têm origem agora no pecado de um casal que fora induzido por uma criatura invisível e malévola, o grande inimigo de Deus.

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  2. wallery

    ” Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me tem sido entregue, e a dou a quem eu quiser;
    se tu, pois, me adorares, tudo será teu.” Lucas

    “Eu lhe darei toda esta autoridade, bem como a glória destes reinos, porque ela me foi entregue+ e a dou a quem eu quiser.
    Faça-se a seguinte pergunta: Quem foi que deu essa autoridade a Satanás? Quem a entregou-lhe?
    Outra questão: A religião que mais se envolveu na política foi a religião do povo de Deus, a judaica. Dizia-se até que Israel era uma teocracia.
    Portanto, segundo a biblia também não há mal nenhum em uma religião se envolver em política.
    Como já deixei registrado nesse site, Paulo incentivou os cristãos a estarem submissos aos governos do mundo por eles serem postos por Deus. Como PAULO mandaria alguém ser submisso a um governo que supostamente estaria dominado pelo Diabo?
    Nabucodonosor , rei da Babilônia, no relato de Daniel foi condenado a passar sete anos como animal. O relato diz: “Isso é por decreto dos vigilantes e o pedido é declarado pelos santos, para que todos os que vivem saibam que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser, e estabelece sobre ele até mesmo o mais humilde dos homens.”
    O que podemos extrair disso: Que quem deu essa autoridade que o Diabo disse ter recebido foi Deus. E que a autoridade que Pilatos tinha sobre Jesus havia sido dada por Deus. Por isso Paulo estava certo em mandar que os Cristãos se submetessem aos governantes do mundo.
    Portanto, a pergunta feita nesse site: “Se o Diabo é quem governa todo o mundo por meio dos governos políticos, seria sensato a religião envolver-se?” Essas afirmações em dizer que o mundo é do Diabo, não é bem assim. Tudo depende do contexto. E nem sempre o texto biblico deve ser entendido de forma isolada.

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