É correto usar IMAGENS na intercessão e adoração a Deus?

O HOMEM é uma criatura religiosa. Durante a história humana, a maioria da humanidade tem praticado alguma forma de religião.
Embora as imagens religiosas muitas vezes se pareçam a homens, às vezes podem ser medalhões, figuras ou apenas pedaços de madeira ou pedra, nos quais se julga que habite um deus ou o espírito dum deus. Estes últimos são também conhecidos por “fetiches” ou amuletos.
Como encara Deus o uso de imagens na adoração? Como pode tal prática influenciar você, leitor? Vejamos o próprio conceito de Deus sobre o assunto, conforme encontrado na Bíblia Sagrada.
A lei de Deus proíbe a fabricação de imagens como objetos de adoração. O segundo dos Dez Mandamentos decretava: “Não farás para ti escultura, nem imagem alguma daquilo que existe no alto, no céu, ou aqui em baixo, na terra, ou daquilo que existe debaixo da terra, nas águas. Não te prostrarás diante delas, nem as servirás.” (Êxo. 20:4, 5, Pontifício Instituto Bíblico) As inspiradas Escrituras Cristãs (chamadas de “Novo Testamento”) também ordenam: “Fugi da idolatria.” (1 Cor. 10:14)
É IDOLATRIA A ADORAÇÃO “RELATIVA”
Muitos insistem em que seu uso de imagens na adoração não é idolatria. Alguns católicos, por exemplo, negam que estejam adorando as imagens diante das quais se curvam, se ajoelham e oram. Dizem que se trata só de adoração “relativa” de quem é representado pela imagem.
Sabia que os pagãos faziam a mesma afirmação há séculos atrás? Segundo o “padre da igreja” Lactâncio (do quarto século E. C.), os pagãos argumentavam: “Não tememos as próprias imagens, mas sim os seres em cuja semelhança foram formados e a cujos nomes são dedicados.” Muitos hindus e budistas da atualidade fazem uma afirmação similar para justificar sua veneração de imagens.
Aprova Deus o uso de imagens para a adoração relativa dele? Em caso afirmativo, não teria permitido que um dos seus profetas o visse e o descrevesse na Bíblia? Contudo, as Escrituras declaram: “A Deus, ninguém jamais o viu.” (1 João 4:12) Quando os israelitas ergueram uma imagem para a adoração “relativa” de Deus, ele expressou sua forte desaprovação, dizendo que o povo “se corrompeu”. ( Êxo. 32:7)
A afirmação que as imagens não são nada de especial em si mesmas, mas apenas ajudas na adoração relativa, é altamente questionável em quase todos os casos. Por quê? Ora, não é verdade que, dentre várias imagens da mesma pessoa, algumas são às vezes consideradas dignas de maior devoção e são consideradas mais “eficientes” em determinados assuntos do que outras? Isto indica que o povo, na prática, atribui verdadeiro poder e adoração a certas imagens.
O teólogo católico romano Tomás de Aquino foi ao ponto de dizer: “Deve-se mostrar a mesma reverência à imagem de Cristo como ao Próprio Cristo.” E visto que os católicos crêem, embora incorretamente, que Jesus Cristo é o Deus Todo-poderoso, isto significa que a imagem de Cristo deve receber a mesma reverência que se deve a Deus. De modo que realmente não há nenhuma diferença entre a adoração “relativa” por meio de imagens e a idolatria.
Que dizer da adoração de outras criaturas, além da de Deus? Ao responder a Satanás sobre a adoração, Jesus citou Deuteronômio 6:13, como segue: “É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado.” (Mat. 4:10) Ele disse mais tarde que os verdadeiros adoradores adorariam “o Pai”, ninguém mais. (João 4:23) Reconhecendo isso, um anjo repreendeu o apóstolo João por fazer-lhe um ato de adoração, dizendo: “Guarda-te disso! . . . A Deus pertence a adoração.” (Apo  22:9)
Que dizer de orar para a mãe terrena de Jesus, Maria, ou para outros santos específicos, para que “intercedam” perante Deus a favor da pessoa? A resposta direta da Bíblia é: “Um só é também o mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus.” — 1 Tim. 2:5
O EFEITO DA ADORAÇÃO DE IMAGENS SOBRE A PESSOA
A adoração de imagens, sendo contrária aos princípios da Palavra de Deus, não pode ajudar as pessoas a ganhar a aprovação de Deus e a salvação. Ao contrário; Jesus disse que a vida eterna depende de se chegar a ‘conhecer’ a Deus, familiarizando-se com sua inigualável personalidade, seus propósitos e seus tratos com a humanidade. (João 17:3) As imagens que tampouco podem ver, sentir ou falar, não ajudam a pessoa a conhecer a Deus e a adorá-lo corretamente. (Sal. 115:4-8) Esta educação de máxima importância só é disponível pelo estudo da Palavra de Deus, a Bíblia.
Além de não prover nenhum benefício, a adoração de imagens pode ser prejudicial. Por quê? Porque pode, principalmente, causar o rompimento das relações com Deus. Ele predisse a respeito dos israelitas, que ‘o iraram com ídolos abomináveis’: “Esconderei deles a minha face.” (Deu. 32:16, 20, The New American Bible, catól.) Restabelecerem sua relação com Deus significava ‘rejeitarem ídolos e fetiches’. — Isa. 31:6, 7
O apóstolo Paulo indicou outro efeito prejudicial da adoração de imagens. Ele disse que a adoração relativa dada a imagens realmente é dada “aos demônios e não a Deus”. (1 Cor. 10:20) Às vezes, a posse de quadros, imagens ou fetiches pode dar margem a hostilizações pelo domínio invisível. Uma senhora da América do Norte relatou a respeito de sua mãe: “Ela esteve doente quase que o verão inteiro. Quando meu marido e eu a visitamos, ela me disse que na noite anterior havia visto uma luz suave flutuando pelo seu quarto. Depois se puxaram os cobertores de cima dela e ela teve a sensação de que uma criança se enfiou na cama ao lado dela. Ela estava com os nervos em frangalhos.” O que causou esta situação incomum?
A filha dela vasculhou a casa e encontrou dois quadros religiosos. Será que estes tinham algo que ver com as dificuldades de sua mãe? Reconhecendo que a Bíblia associa a adoração de imagens com o demonismo, decidiram queimar os quadros para ver o que ia acontecer. A filha prosseguiu: “Quão felizes ficamos ao vermos mamãe sair da cama logo no dia seguinte, sentindo-se melhor do que em todo o verão!” Muitos outros tiveram experiências similares.
A adoração de imagens não pode ajudar a ninguém a obter a aprovação de Deus. Deus encara a adoração “relativa” mediante imagens como dirigida aos demônios, não a ele. Isto só pode levar a relações tensas com Deus, e, ocasionalmente, pode produzir um ataque direto dos demônios. Portanto, quão apropriado é o conselho bíblico: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”! (1 João 5:20,21)

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