É O SÁBADO O SELO DE DEUS?

Muitos leitores adventistas dizem que a guarda do sábado identificaria a remanescente organização de Deus aqui na terra nos últimos dias. Dentre alguns textos usam apocalipse 7:2 que diz:“E eu vi outro anjo ascender desde o nascente do sol, tendo um selo do Deus vivente; e ele gritou com voz alta para os quatro anjos aos quais se concedera fazer dano à terra e ao mar,” e também apocalipse 9:4:”E foi-lhes dito que não fizessem dano a nenhuma vegetação da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a qualquer árvore, mas apenas àqueles homens que não têm o selo de Deus nas suas testas.

Ellen G. White afirma que “o sábado foi inserido no decálogo como o selo do Deus vivo, identificando o Legislador, e tornando conhecido o Seu direito de governar. – Sings of the Times, 13 de maio de 1886, pág. 273.

“A obra do Espírito Santo é convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo. O mundo só será advertido ao ver os que crêem na verdade sendo santificados pela verdade, agindo por princípios altos e santos, demonstrando em sentido alto e elevado a linha divisória entre aqueles que guardam os mandamentos de Deus e aqueles que os pisoteiam a pés. A santificação do Espírito demarca a diferença entre aqueles que têm o selo de Deus e aqueles que guardam um dia de repouso espúrio.” – Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 7, pág. 980.
Mas será que João está se referindo a guarda do sábado aqui? do que joão está falando nesses versículos?

Para sabermos a verdadeira resposta, temos que estudar todo o contexto, e não isolar o texto para dar sentido a algo que queremos.

Para o artigo não ficar muito extenso vamos analisar Apocalipse 7:2 que já conseguimos tirar uma boa conclusão a respeito do tema.

O que é o SELO DE DEUS AFINAL?

Apocalipse 7:1 diz:“Depois disso vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, segurando firmemente os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, ou sobre o mar, ou sobre qualquer árvore.” O que significa isso para nós, hoje? Estes “quatro ventos” são um símbolo vívido do julgamento destrutivo prestes a ser desencadeado sobre uma sociedade humana terrestre, mau e perversa, sobre o “mar” empolado da humanidade violadora da lei, e sobre governantes altaneiros como árvores, que derivam seu apoio e seu sustento do povo da Terra. ( Isaías 57:20; Salmo 37:35, 36.)

João continua, descrevendo como alguns seriam marcados para sobreviver, dizendo: “E eu vi outro anjo ascender desde o nascente do sol, tendo um selo do Deus vivente; e ele gritou com voz alta para os quatro anjos aos quais se concedera fazer dano à terra e ao mar, dizendo:‘Não façais dano nem à terra, nem ao mar,nem às árvores, até depois de termos selado os escravos de nosso Deus nas suas testas.’” Apocalipse 7:2, 3.

Embora não se mencione o nome deste quinto anjo, toda a evidência indica que deve ser o glorificado Senhor Jesus. Em harmonia com Jesus ser o Arcanjo, mostra-se aqui que ele tem autoridade sobre os outros anjos. (1 Tessalonicenses 4:16; Judas 9) Ele ascende desde o leste,igual aos “reis do nascente do sol” ,que vêm executar o julgamento, assim como fizeram os reis Dario e Ciro, quando humilharam a antiga Babilônia. (Revelação 16:12; Isaías 45:1; Jeremias 51:11; Daniel 5:31) Este anjo também se assemelha a Jesus no sentido de que se lhe confia a selagem dos cristãos que são ungidos pelo espírito santo.(Efésios 1:13, 14) Além disso, quando se soltam os ventos, é Jesus quem guia os exércitos celestiais na execução do julgamento nas nações. (Apocalipse 19:11-16) Logicamente, pois, seria Jesus quem ordenaria que a destruição da organização terrestre de Satanás fosse sustada até que se selassem os cristãos de Deus.
O que é esta selagem, e quem são esses cristãos selados de Deus?

A selagem começou em Pentecostes de 33 D.C, quando os primeiros cristãos judeus foram ungidos com espírito santo. Mais tarde, Deus passou a chamar e a ungir “pessoas das nações”. (Romanos 3:29; Atos 2:1-4, 14, 32, 33; 15:4) O apóstolo Paulo escreveu que os cristãos ungidos ou selados têm a garantia de que ‘pertencem a Cristo’, e acrescentou que Deus “pôs também o seu selo sobre nós e nos deu o penhor daquilo que há de vir, isto é, o espírito, em nossos corações”. (2 Coríntios 1:21, 22; veja Apocalipse14:1.) Portanto, quando esses escravos são adotados como filhos espirituais de Deus, eles recebem um penhor antecipado da sua herança celestial: um selo, ou uma garantia. (2 Coríntios 5:1, 5; Efésios 1:10, 11) Podem assim dizer: “O próprio espírito dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus. Então, se somos filhos, somos também herdeiros: deveras, herdeiros de Deus, mas co-herdeiros de Cristo, desde que soframos juntamente, para que também sejamos glorificados juntamente.” Romanos 8:15-17.
“Desde que soframos juntamente” : O que significa isso? Para receber a coroa da vida, os cristãos selados pelo espírito santo precisam perseverar, fiéis até a morte. (Apocalipse 2:10) Não é uma questão de ‘uma vez salvo, salvo para sempre’ e muito menos a guarda de um dia. (Mateus 10:22; Lucas 13:24) Antes, são admoestados: “Fazei . . . o vosso máximo para vos assegurar da vossa chamada e escolha.” Iguais ao apóstolo Paulo, por fim devem poder dizer: “Tenho travado a luta excelente, tenho corrido até o fim da carreira, tenho observado a fé.” (2 Pedro 1:10, 11; 2 Timóteo 4:7, 8) Portanto, aqui na Terra, a prova e a peneiração dos remanescentes filhos de Deus, gerados pelo espírito, têm de prosseguir até que Jesus e seus anjos acompanhantes tenham firmemente colocado o selo ‘na testa’ de todos esses, identificando-os conclusiva e irrevogavelmente como provados e fiéis “escravos de nosso Deus”. Este selo torna-se então um sinal permanente. Pelo visto, quando os quatro ventos da tribulação forem soltos, todo o Israel espiritual terá sido selado definitivamente, embora uns poucos ainda estejam vivos na carne. (Mateus 24:13; Apocalipse 19:7)

Mas então surge outra pergunta: se não é a guarda do sábado o Selo de Deus, e sim uma garantia de que foram ungidos pelo espírito santo, são todos os cristãos fieis que vão para o céu?

Jesus disse aos candidatos a essa selagem: “Não temas, pequeno rebanho, porque vosso Pai aprovou dar-vos o reino.” (Lucas 12:32) Outros textos, tais como Apocalipse 6:11:” e Romanos 11:25, indicam que o número deste pequeno rebanho é deveras limitado e, de fato, predeterminado.

Vamos analisar agora a continuação dos versículos de apocalipse para entendermos melhor. Apocalipse 7:4-8 diz:“E ouvi o número dos selados: cento e quarenta e quatro mil, selados de toda tribo dos filhos de Israel: Da tribo de Judá, doze mil selados; da tribo de Rubem, doze mil; da tribo de Gade, doze mil; da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Naftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; da tribo de Zebulão, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil selados.”

Temos um número de selados, isto é, 144 mil selados. contudo, essa passagem não se refere ao Israel terrestre, visto que diverge da costumeira listagem tribal. (Números 1:17, 47) É óbvio que a listagem aqui não se destina a identificar os judeus carnais pelas suas tribos, mas a mostrar a estrutura organizacional similar do Israel espiritual. Essa estrutura é harmoniosa. Haverá exatamente 144.000 membros desta nova nação,12.000 de cada uma das 12 tribos. Nenhuma tribo neste Israel de Deus é exclusivamente régia ou sacerdotal. Todos os membros da nação governarão como reis, e todos servirão como sacerdotes. Apocalipse 20:4 diz: “Vi tronos em que se assentaram aqueles a quem havia sido dada autoridade para julgar. Vi as almas dos que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus. Eles não tinham adorado a besta nem a sua imagem, e não tinham recebido a sua marca na testa nem nas mãos. Eles ressuscitaram e reinaram com Cristo durante mil anos.”

Embora os judeus naturais e os prosélitos judaicos fossem os primeiros a receber a oportunidade de ser escolhidos para o Israel espiritual, apenas uma minoria daquela nação a aceitou. Portanto, Deus estendeu o convite aos gentios. (João 1:10-13; Atos 2:4, 7-11; Romanos 11:7) Como no caso dos efésios, que anteriormente haviam estado “apartados do estado de Israel”, não judeus poderiam então ser selados com o espírito de Deus e tornar-se parte da congregação de cristãos ungidos. (Efésios 2:11-13; 3:5, 6; Atos 15:14) Portanto, é apropriado que os 24 anciãos(144 mil) cantem diante do Cordeiro: “Com o teu sangue compraste pessoas para Deus, dentre toda tribo, e língua, e povo, e nação, e fizeste deles um reino e sacerdotes para o nosso Deus, e hão de reinar sobre a terra.” Apocalipse 5:9, 10.
A congregação cristã é “raça escolhida, sacerdócio real, nação santa”. (1 Pedro 2:9) Substituindo o Israel natural qual nação de Deus, torna-se um novo Israel que é “realmente ‘Israel’”. (Romanos 9:6-8; Mateus 21:43) Por este motivo, era bem apropriado que o meio-irmão de Jesus, Tiago, dirigisse a sua carta pastoral “às doze tribos que estão espalhadas”, quer dizer, à congregação mundial de cristãos ungidos e selados, que com o tempo ascenderia a 144.000. (Tiago 1:1)

Em vista do que aprendemos com essa matéria fica claro que apenas 144 mil serão selados com espírito santo para Reinar com nosso salvador Jesus cristo no céu. isto está em harmonia com o arrebatamento mencionado na bíblia.

Vimos também que esses 144 mil são sacerdotes e Reis, e irão reinar por mil anos sobre a terra. Mas sobre quem eles irão Reinar?

O próprio capítulo 7 de apocalipse responde. O versículo 9 diz:“Depois destas coisas eu vi, e, eis uma grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, trajados de compridas vestes brancas; e havia palmas nas suas mãos.”

Você leitor talvez questione agora: Mas ali diz que essa grande multidão está ” em pé diante do trono”, então eles também estão no céu!

Como sabemos que estar “em pé diante do trono” não significa que a grande multidão está no céu? Sobre este ponto há bastante evidência clara. Por exemplo, a palavra grega traduzida aqui por “diante” (e·nó·pi·on) significa literalmente “à vista [do]” e é usada diversas vezes com respeito a humanos na Terra, que estão “diante” ou “à vista” de Deus. (1 Timóteo 5:21; 2 Timóteo 2:14; Romanos 14:22; Gálatas 1:20) Em certa ocasião, quando os israelitas estavam no ermo, Moisés disse a Arão: “Dize à assembleia inteira dos filhos de Israel: ‘Chegai-vos perante Jeová, porque ele ouviu os vossos resmungos.’” (Êxodo 16:9 Tradução Brasileira) Os israelitas não precisavam ser transportados para o céu a fim de estar perante Jeová naquela ocasião. (Veja Levítico 24:8.) Antes, ali mesmo, no ermo, estavam à vista de Jeová, e ele fixava a sua atenção neles.
Lemos adicionalmente: “Quando o Filho do homem chegar na sua glória, . . . diante dele serão ajuntadas todas as nações. A inteira raça humana não estará no céu por ocasião do cumprimento desta profecia. Certamente, aqueles que “partirão para o decepamento eterno” não estarão no céu. (Mateus 25:31-33, 41, 46) Antes, a humanidade está na Terra, à vista de Jesus, e ele fixa sua atenção nela para julgá-la. De modo similar, a grande multidão está “diante do trono e diante do Cordeiro”, no sentido de que está à vista de Jeová e de seu Rei, Cristo Jesus, de quem recebe julgamento favorável.
Os 24 anciãos ou grupo ungido dos 144.000 são descritos como estando “ao redor do trono” de Jeová e “no monte Sião” celestial. (Apocalipse 4:4; 14:1) A grande multidão não é uma classe sacerdotal e não obtém tal posição elevada. É verdade que mais tarde ela é descrita em Apocalipse 7:15 como servindo a Deus “no seu templo”. Mas esse templo não se refere ao santuário interior, o Santíssimo. Antes, trata-se do pátio terrestre do templo espiritual de Deus. A palavra grega na·ós, aqui traduzida “templo”, muitas vezes transmite o sentido amplo da inteira estrutura erigida para a adoração de Deus. Hoje, é uma estrutura espiritual que abrange tanto o céu como a Terra.

Portanto, durante mil anos a grande Multidão estará aqui na terra, em um paraíso que a bíblia nos promete.

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