Deus Criou Satanás o Diabo?

As Escrituras indicam que a criatura conhecida como Satanás nem sempre teve este nome. Antes, este nome descritivo foi-lhe dado por ele ter adotado um proceder de oposição e resistência a Deus. Não se fornece o nome que ele tinha antes disso. Deus é o único Criador, e “perfeita é a sua atuação”, sem injustiça ou gravame. (De 32:4)

Portanto, aquele que se tornou Satanás, quando foi criado era uma criatura perfeita e justa de Deus. É uma pessoa espiritual, pois compareceu na presença de Deus no céu. (Jó caps. 1, 2; Apocalipse 12:9)

Jesus Cristo disse a respeito dele: “Esse foi um homicida quando começou, e não permaneceu firme na verdade, porque não há nele verdade.” (Jo 8:44; 1Jo 3:8)

Jesus mostra com isso que Satanás outrora estava na verdade, mas a abandonou. A partir do seu primeiro ato premeditado em desviar Adão e Eva de Deus, ele era homicida, porque causou com isso a morte de Adão e Eva, o que, por sua vez, causou a morte dos descendentes deles. (Romanos 5:12)

Em toda a Escritura, as qualidades e ações que lhe são atribuídas podiam ser atribuídas apenas a uma pessoa, não a um princípio abstrato do mal. É evidente que os judeus, e Jesus e seus discípulos, sabiam que Satanás existia como pessoa.
Assim, de um começo justo e perfeito, esta pessoa espiritual desviou-se para o pecado e a degradação. O processo que resultou nisso é descrito por Tiago, que escreve: “Cada um é provado por ser provocado e engodado pelo seu próprio desejo. Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado; o pecado, por sua vez, tendo sido consumado, produz a morte.” (Tg 1:14, 15)

No proceder adotado por Satanás parece haver, em alguns sentidos, um paralelo com o do rei de Tiro, conforme descrito em Ezequiel 28:11-19.

Lemos:“Tu estás selando o modelo, cheio de sabedoria e perfeito em beleza. Vieste a estar no Éden, jardim de Deus. Toda pedra preciosa era a tua cobertura: rubi, topázio e jaspe; crisólito, ônix e jade; safira, turquesa e esmeralda; e era de ouro o artesanato dos teus engastes e dos teus encaixes em ti. Foram aprontados no dia em que foste criado. Tu és o querubim ungido que cobre, e eu te constituí. Vieste a estar no monte santo de Deus. No meio de pedras afogueadas andavas. Eras sem defeito nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou injustiça em ti.”

Vimos que O anjo que se tornou o Diabo era um Querubim, dotado de sabedoria e beleza. Mas o relato de Gênesis mostra que esse anjo que se transformou em Satanás foi quem falou por meio de uma serpente, seduzindo Eva a desobedecer à ordem de Deus. Eva, por sua vez, persuadiu Adão a adotar o mesmo proceder rebelde. (Gên 3:1-7; 2Co 11:3)

Em conseqüência do uso que Satanás fez da serpente, a Bíblia dá a Satanás o título de “Serpente”, que passou a significar “enganador”; tornou-se também “o Tentador” (Mt 4:3) e mentiroso, “o pai da mentira”. — Jo 8:44

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10 comentários sobre “Deus Criou Satanás o Diabo?

  1. abibliaeavidaeterna

    Eu não Parei de falar com ela. Só acho que não vou convencer ela de que seu modo de pensar esta equivocado. Meu tempo é muito precioso para dar pérolas aos porcos!

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  2. gilberto

    Rose, seus comentários e sua lógica são muito bons. Vc liquidou os comentários de abibliaeavidaeterna, é tanto que que ele parou de refutar seus comentários. Vc é a cara!!!!!!!!!!
    Quando puder comente outros tópicos. Gostaria de ver mais vezes seu ponto de vista.

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  3. rose

    Eu sabia que chegaria um momento em nosso diálogo que vc apontaria a questão dos filhos de Deus, supostamente anjos, do relato de Gênesis, bem como os mencionados em Jó. Só faltou você mencionar o caso do rei de Tiro, em que muitos interpretam como sendo o próprio diabo. Digo, supostamente anjos porque há eruditos e teólogos que não acreditam que esses filhos do verdadeiro Deus se refiram a anjos. Eles argumentam que poderiam ser os descendentes de Sete em oposição aos descendentes de Caim, ou seja os filhos de Sete seriam chamados de filhos de Deus, por estes eram obedientes à vontade de Deus, enquanto os de Caim, não o seriam. Já os anjos mencionados por Pedro e Judas, há quem diga que os mesmos recorreram ao livro apócrifo de Enoque, lá se fala de anjos com o perfil indicado pelos escritores escolhidos como canônicos. O livro de Jó também como alguns livros do novo testamento quase que não entra no Cânon. Foi muito questionado tanto pelos próprios Judeus, quanto pelos cristãos. E de fato, o livro de Jó é muito suspeito, pois nenhum escritor cristão do Novo Testamento menciona esse homem de tanta fé. Ele deveria ser o primeiro a ser mencionado na tão imensa nuvem de homens de fé, de Hebreus. Moisés a quem muitos atribui a autoria desse livro é mencionado, ex- prostituta[Raabe], adúltero e assasino[Davi] e violadores da lei[Sansão] são mencionados, porém o silêncio é absoluto com relação a esse homem, Jó .Este homem deveria ser mencionado como exemplo de fé, por Jesus, inúmeras vezes, no entanto, isso também não acontece.
    Abaixo, destaquei, em negrito, algumas interpretações, acerca desse tema:

    “Os três principais pontos de vista sobre a identidade dos filhos de Deus são: 1) eles eram anjos caídos, 2) eram poderosos governantes humanos, ou 3) eles eram descendentes devotos de Sete se casando com os descendentes ímpios de Caim. Algo que dá peso à primeira teoria é o fato de que no Antigo Testamento a expressão “filhos de Deus” sempre se refere a anjos (Jó 1:6, 2:1; 38:7). Um problema potencial com isso encontra-se em Mateus 22:30, o qual indica que os anjos não se casam. A Bíblia não nos dá nenhuma razão para acreditar que os anjos tenham um gênero ou sejam capazes de se reproduzir. Os outros dois pontos de vista não apresentam este problema.

    A fraqueza do segundo e terceiro pontos de vista é que machos humanos comuns casando-se com fêmeas humanas comuns não explica por que os filhos eram “gigantes” ou “valentes que houve na antiguidade, os homens de fama”. Além disso, por que Deus decidiria trazer o dilúvio sobre a terra (Gênesis 6:5-7) quando nunca tinha proibido poderosos machos humanos ou descendentes de Sete de se casarem com fêmeas humanas comuns ou descendentes de Caim? O julgamento vindouro de Gênesis 6:5-7 está ligado ao que aconteceu em Gênesis 6:1-4. Somente o casamento obsceno e perverso de anjos caídos com mulheres humanas aparenta justificar julgamento tão severo.

    Como observado anteriormente, a fraqueza do primeiro ponto de vista é que Mateus 22:30 declara: “Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu.” No entanto, o texto não diz “os anjos não são capazes de se casarem”. Pelo contrário, indica apenas que os anjos não se casam. Segundo, Mateus 22:30 está se referindo aos “anjos no céu”, e não aos anjos caídos que não se preocupam com a ordem criada por Deus e buscam ativamente maneiras de interromper o Seu plano. O fato de que os santos anjos de Deus não se casam ou não se envolvem em relações sexuais não significa que o mesmo seja verdadeiro sobre Satanás e seus demônios.

    Sendo assim, a primeira posição é a mais provável. Sim, é uma “contradição” interessante dizer que os anjos não têm gênero e depois dizer que os “filhos de Deus” eram anjos caídos que procriaram com mulheres humanas. No entanto, embora os anjos sejam seres espirituais (Hebreus 1:14), eles podem aparecer em forma humana e física (Marcos 16:5). Os homens de Sodoma e Gomorra quiseram ter relações sexuais com os dois anjos que estavam com Ló (Gênesis 19:1-5). É plausível que os anjos sejam capazes de assumir a forma humana, até mesmo ao ponto de duplicar a sexualidade humana e, possivelmente, a reprodução. Por que os anjos caídos não fazem isso mais vezes? Parece que Deus aprisionou os anjos caídos que cometeram esse pecado perverso para que os outros anjos caídos não fizessem o mesmo (como descrito em Judas 6). Os anteriores intérpretes hebraicos e escritos apócrifos e pseudoepígrafos são unânimes em manter a visão de que os anjos caídos são os “filhos de Deus” mencionados em Gênesis 6:1-4. Isto de forma alguma encerra o debate. Além disso, a visão de que Gênesis 6:1-4 envolve anjos caídos se casando com as fêmeas humanas tem uma forte base contextual, gramatical e histórica.”

    Existem três posicionamentos para explicar Gênesis 6.1-4. Podem ser designados da seguinte forma: (1) a visão das raças mistas cosmologicamente (a mistura de anjos e humanos); (2) a visão das raças mistas religiosamente (os piedosos setitas e os mundanos cainitas); e (3) a visão das raças mistas sociologicamente (aristocratas despóticos e formosas plebeias).
    “O ponto de vista mais antigo e conhecido é aquele segundo o qual os filhos de deus eram “anjos” que abandonaram o céu, vieram para a terra e mantiveram relações sexuais “com as filhas dos homens”, deixando uma raça de “gigantes” (hebr. Nephilim). O livro pseudepigráfico do Enoque (c. 200 a.C.), nos capítulos 6.1 – 7.6, apresenta essa teoria, assim como fizeram o historiador Josefo (Antiguidades 1.3.1) e a Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento feita no século III a.C. (todavia, apenas o manuscrito Alexandrino o faz; a edição crítica da Septuaginta, por Alfred Rahlfs, não o faz). Todos eles explicam “filhos de Deus” como anjos, mas esse emprego do termo ocorre apenas em Jó 1.6; 2.1 e 38.7 (com possível paralelo no Salmo 29.1 e 89.6 para “filhos do poderoso”).
    Em lugar algum das Escrituras, nem mesmo em Gênesis 6, é dito que anjos casaram-se com humanas. Na realidade, Marcos 12.25 declara que anjos não se casam. Mais sério ainda é o fato de que, se o problemas começou com a iniciativa dos “filhos de Deus” – nessa perspectiva, os anjos -, por que Deus não inundou o céu em vez de trazer julgamento sobre a terra? Como fundamentação adicional para a teoria de anjos, alguns recorrem também a 1Pedro 3.18-20; 2Pedro 2.4 e Judas 6,7. Essas passagens, no entanto, não mencionam casamentos angelicais.
    O ponto de vista das raças mistas religiosamente dá-se tão bem quanto a perspectiva das raças mistas cosmologicamente. Segundo essa visão, a linhagem apóstata de Sete cometeu o pecado de colocar-se em jugo desigual com as descrentes “filhas dos homens”, isto é, mulheres da linhagem de Caim. Porém, esse ponto de vista fracassa, pois emprega o termo “homens” no versículo 1 de maneira distinta daquela do versículo 2; no versículo 1, significa “humanidade” de maneira geral, mas, no versículo 2, significa a “linhagem de Caim” especificamente. Seguindo o raciocínio, por que será que uma raça mista religiosamente teria resultados físicos tão dramáticos como a concepção de “gigantes”, conforme se interpreta a expressão hebraica nephilim gibborim? Até onde se sabe, a religião não afeta o DNA desse modo!
    O melhor ponto de vista é das raças mistas sociologicamente. Os títulos de “filhos de Deus” era há muito atribuído a reis, nobres e aristocratas no Antigo Oriente Próximo. Esses déspotas sedentos pelo poder chegavam a ser “homens de renome” (Gn 6.4). Em sua busca por poder, eles usurpavam controle despoticamente. Pervertiam o conceito de governo entregue por Deus, fazendo o que bem entendessem. Não se preocupavam com a atribuição primária de Deus ao estabelecer os governos: trazer alívio por meio de melhorias e correções das injustiças e iniquidades terrenas. Além disso, eram polígamos (6.2).
    As evidências a favor dessa visão são as seguintes: (1) os targumins aramaicos antigos traduziam os “filhos de Deus” como “filhos de nobres”; (2) a tradução grega feita por Símaco trazia a mesma frase como “os filhos de reis ou senhores”; (3) a palavra hebraica para “Deus/deus” é ‘elohim, empregada nas Escrituras e traduzida em diversas versões como “magistrados” ou “juízes” (Ex 21.6; 22.8; Sl 82.1,6); e (4) descobertas do Antigo Oriente Próximo validam o emprego pagão de nomes de muitos deuses e deusas como forma de trazer mais prestígio e poder aos reis e governantes de seus dias.
    Em relação aos chamados gigantes, a palavra nephilim ocorre apenas em Gênesis 6.4 e Números 13.33 – neste último trecho, refere-se aos anaquins, pessoas de grande estatura. A raiz da palavra nephilim vem da naphal, “cair”. Ademais, em alguns contextos, a palavra nephilim está associada à palavra gibborim, que vem de gibbor – ou seja, “homem de valor, força, riqueza ou poder”. Por exemplo, Ninrode, em Gênesis 10.8, era um gibbor. Parece ter sido também um rei na terra de Sinar (i.e., provavelmente a Babilônia). Portanto, o significado de nephilim, nesse contexto, não parece ser “gigantes”, mas algo como “aristocratas”, “príncipes” ou “grandes homens” que governavam.
    Dessa maneira, Gênesis 6.1-4 é melhor compreendido como um retrato de governantes ambiciosos, despóticos e autocráticos que se agarravam ao poder e a mulheres como lhes aprouvesse. Faziam isso na tentativa de construir sua própria notoriedade e reputação.  Não é nada surpreendente que esse mesmo espírito fosse transmitido à prole deles. Como resultado, toda inclinação dos corações de homens e mulheres, de governantes ao populacho, ficava cada vez mais perverso. Foi por isso que adveio o dilúvio: a humanidade tinha de ser julgada por sua perversão daquilo que é certo, com e justo, enquanto também se lançava julgamento sobre a instituição do estado e do governo, que provocaram Deus até o limite.”
    “ Quando os homens começaram a ser numerosos sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, 2 os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram belas e tomaram como mulheres todas as que lhes agradaram. 3 Iahweh disse: “Meu espírito não permanecerá no homem, pois ele é carne; não viverá mais que cento e vinte anos.” 4 Ora, naquele tempo, quando os filhos de Deus se uniam às filhas dos homens e estas lhes davam filhos, os Nfilim habitavam sobre a terra; estes homens famosos foram os heróis dos tempos antigos.
    Para a expressão traduzida aqui com “filhos de Deus” (Bíblia de Jerusalém) o texto hebraico traz “Bne haElohim” (literalmente “filhos de deuses”). Elohim, embora seja em si um plural, é traduzido normalmente como “Deus”, na Bíblia.
    Antes de considerar a frase em si, é muito importante lembrar que o contexto desse capítulo é o início da narração do dilúvio, a pena que Deus dá ao povo pelos inúmeros pecados que cometaram. Por isso, é evidente que o início do capítulo tende a sublinhar a maldade da humanidade em relação ao plano de Deus, tentando justificar a razão do dilúvio.
    O ponto de partida para a leitura de Gênesis 1-11, bem lembrado já aqui no site é que  as histórias do Gênesis representam uma “teologia da história”, ou seja, são uma tentativa de explicar com palavras e imanges tiradas da experiência humana e da fé o por que da existência do mundo, do homem e da mulher, da atração dos sexos, do pecado e da morte.
    Assim o caso desses versículos:
    Também em outras culturas do Oriente Médio existiam mitos, histórias da criação. Nos mitos antigos muitas vezes encontramos referência a outros deuses ou a semi-deuses, heróis, divinidades que se tornam homens. Assim, por exemplo, o costume do “casamento sagrado” que aconteciam entre o rei e as prostitutas sagradas em Babilônia era explicado e motivado pelo mito. No nosso caso temos, talvez, o eco de um mito que conta o nascimento de heróis semi-divinos nascidos de casamentos entre deuses e mulheres o deusas e homens. O objetivo é o de criticar a ideologia que subjaz, segundo a qual a união ritual entre o rei – encarnando o papel de ‘filho de deus’ – e a prostituta sagrada garantia a fecundidade à terra e ao povo. No cap. 6 temos a crítica a tudo isso: por exemplo, no ver. 3 o autor sublinha que é Deus que dá a vida e intervem para decretar, amargamente, que o homem ‘é carne’ e é limitado pelos seus anos.
    Identificar os personagens que aparecem nesta história – os ‘filhos de Deus’, as ‘filhas dos homens’ os ‘gigantes’ – não é fácil. Na ótica dos mitos mencionados acima, os primeiros poderiam ser os reis que praticavam os casamentos sagrados e assim o texto tem como intenção criticar a visão pagã de uma vida levada na ilusão de poder criar a vida com as próprias forças e só com os sistemas humanos, sem Deus. Outra hipótese que se fez é que se trata dos filhos de Set (os assim chamados ‘setitas’), que pecam quando se unem às mulhers pagãs. Uma outra hipótese diz que os personagens seriam seres celestes (como indicado na tradução grega dos LXX, que provavelmente se apoia em outros textos bíblicos: Jó 1,6; 2,1; 38,7; Sl 19,1). Neste caso o pecado seria que estas criaturas, misturando-se com as mulheres, eliminam o limite entre o céu e a terra, estabelecido por Deus.
    Essa passagem não fica clara para nós. Mas tenhamos consciência que o autor retoma elementos de uma tradição popular de caráter mitológico e tenta sublinhar que Deus propõe uma nova criação, que será realizada após o dilúvio, porque o coração da criatura se afastou de forma gigantesca do criador: Iahweh viu que a maldade do homem era grande sobra a terra, e que era continuamente mau todo desígnio de seu coração (Gênesis 6,5).
    Anjos caídos
    Embora o texto nunca mencione a palavra “anjo”, nele é muitas vezes lida a presença de “anjos caídos”. Isso se deve ao fato que vários manuscritos da LXX (tradução grega da Bíblia Hebraica) traduzem “filhos de Deus” com “anjo”. Essa interpretação foi marcada também pelo pensamento de padres da Igreja (Justino, Eusébio, Clemente de Alexandria, Origem, etc). Diz tal corrente que “anjos caídos” teriam tido relações com mulheres humanas, gerando assim grandes monstros.
    Essa tradição não tem base no texto bíblico e certamente é um desvio do sentido original do texto.”
    Eu pessoalmente, como já falei, não dou credibilidade aos ditos eruditos ou teólogos e apologistas. Não quer dizer que eles estejam errados em algumas de suas conclusões. Eu comungo da opinião daqueles que apontam que esses filhos de Deus, não poderiam ser anjos, sem contudo concordar com todos os argumentos por eles apontados.
    Os anjos sendo filhos de Deus, seres espirituais, não podem ter desejos similares aos dos humanos. Muito menos desejos carnais. É inconcebível, um jacaré sentir desejos por um leão, o mesmo se dá quando falamos de anjos, desejando humanos ( sexo feminino). Os anjos logicamente, estão a níveis superiores aos dos humanos. Assim como os humanos estão a níveis superiores aos dos animais.Nesses casos, vemos claramente uma questão de hierarquia. Pensar em sentido contrário, colocaria os anjos no mesmo nível que os humanos. Seria um desprestígio ser anjo, nesse caso.
    Na bíblia, há um relato em que um só anjo em uma só noite matou 185.000 mil homens. O que ´podemos extrair de entendimento disso? Que os anjos são muito poderosos quando em comparação a humanos, o que não é uma surpresa, é lógico e que as qualidades mencionadas por vc, como sabedoria, autodomínio(dominar, restringir ou controlar a própria pessoa, suas ações, sua linguagem ou seus pensamentos. Os termos hebraico e grego que envolvem o autodomínio literalmente denotam ter domínio ou controle sobre si mesmo. O autodomínio é ‘fruto do espírito de Deus’) , justiça, livre arbítrio( capacidade de decidir, ponderar na hora de se fazer escolhas) e … que também os anjos possuem, estão a níveis elevadíssimos.
    Os anjos como Deus não possuem sexo. São seres assexuais. Embora haja relatos retratando Deus como sendo do sexo masculino, há outros que o retrata como sendo do sexo feminino. Sabemos que se trata de figuras de linguagem ou hebraísmos. E a própria lógica nos faz pensar nesse sentido. Dizer que Deus tem personalidade masculina é uma verdadeira discriminação. Se for para atribuir sexo a Deus, esse será masculino e feminino.
    Se os filhos de Deus, em Gênesis, são anjos, então por que mencionam eles tomando apenas mulheres e não homens também? Isso foge da lógica, se eles não tem sexo, logo poderiam assumir tanto o sexo masculino quanto o feminino. E esses textos, mencionados por vc, só os apresentam como sendo do sexo masculino e em busca das filhas dos homens[mulheres] “os filhos do verdadeiro Deus perceberam que as filhas dos homens eram bonitas. E eles tomaram como esposas todas as que escolheram.”
    O homem é a imagem e semelhança de Deus, assim o é a mulher. O homem tem um pouco do ser de Deus, a mulher também. O relato bíblico deixa isso claro ao dizer:” Macho e fêmea os criou.”
    Vc disse que o pecado faz com que os homens só façam aquilo que é errado, embora o mesmo queira fazer o contrário. Esse é o pensamento da bíblia, nas palavras de São Paulo.
    Se é o pecado, segundo o seu pensamento, que faz o homem fazer o que errado, então, o homem sem pecado, o homem perfeito, logicamente, jamais se inclinaria a fazer algo errado porque nele não existe pecado. O homem perfeito, possui um autodomínio muito acima do homem imperfeito, e portanto, sua capacidade de tomar decisão, de ponderar, de escolher, ou seja, seu livre-arbítrio seria superior ao do homem pecador, imperfeito.
    Quando Paulo compara Jesus a Adão, ali fica claro que a ideia de perfeição na cabeça de Paulo não está ligada ao propósito ou finalidade de seu projetista, não, como vc anteriormente mencionou, mas essa comparação foi feita para mostrar que Jesus não tinha defeitos- não era imperfeito, assim como o próprio Adão.
    Aqui, gostaria de deixar registrado minha discordância na forma que São Paulo pensa. É dito por ele que Jesus era perfeito assim como Adão. contudo, o texto bíblico diz que Adão só veio a saber o que era bem e o que era mal, após comer o fruto da árvore proibida e passar a ser pecador. Portanto, para Jesus ser esse equivalente adâmico, era preciso que ele também não tivesse esse saber do ” bem e do mal”. Uma vez que fora gerado por espirito santo, ele[Jesus] já nasceu com” bem e o mal”. E esse bem e mal que Adão não tinha e que, segundo suas palavras, não lhes pertenciam, mas somente a Deus, além de os tornar pecadores, fizeram -nos semelhantes a Deus. Reza o texto:” Eis que o homem se tem tornado como um de nós. Sabendo o que é bom e o que é mal” . É óbvio que esse saber do “bem e do mal” não os tornara iguais em tudo a Deus, mas os aproximaram ainda mais do Ser Divino em qualidades. É por isso que não concordo com as palavras de São Paulo.
    Vc falou da questão também do “desejo na concepção de Tiago”, porém Tiago em nada diz que esse deseja se manifesta da mesma forma que aos anjos. O desejo mencionado por ele é relativo aos homens e não aos ANJOS. O texto faz uma reflexão sobre as provações por que pode passar uma pessoa. Não há margem nenhuma para se colocar anjos nesse contexto.
    Daí continuo a dizer que anjos não podem ter desejos ao nível dos humanos. E mesmo admitindo remotamente essa possibilidade, esses desejos angelicais seriam a níveis espirituais, e fora da esfera humana.
    Eu não disse que Deus não é perfeito ou aquilo que ele fez também não o seja. Disse sim, que, segundo o seu próprio exemplo de projetista e a qualidade de perfeição que é dado pelo mesmo, Deus não podeira conferir qualidade de perfeição aos humanos se os mesmos estivessem sujeitos a erros[pecado], pois do contrário, como já disse, isso o desprestigiaria como projetista maior. Quando os humanos projetam algo, é esperado que essa coisa se comporte da forma mais perfeita possível, não é mesmo! Assim, da mesma forma, esperamos que o mesmo se dê em relação a Deus.

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  4. abibliaeavidaeterna

    Olá novamente. Gosto de conversar com pessoas como você! Bem, vamos a alguns pontos que discordo de seu comentário:

    Você disse:” Não tem lógica, imaginar anjos, ditos perfeitos, que contemplam a face de Deus há bilhões(…?) de anos que viram ou que veem as qualidades desse Deus em seu nível mais pleno, quando confrontados lhes faltarem essa capacidade de decidir(livre-arbítrio).
    Discordo pelo seguinte fato: Os anjos foram feitos a imagem de Deus no sentido de refletir suas qualidades como amor, autodomínio, justiça e etc… e nós também fomos criados a imagem e semelhança de Deus nesse sentido, pois temos a capacidade de também demonstrar tais qualidades. Então quando tanto nós como os anjos confrontados eles tem a capacidade de decidir “escolher fazer o certo” ou Praticar o que é errado. A capacidade de escolher entre o certo e o errado não interfere na perfeição de “sentido”(uso da capacidade de pensar). Costumo dizer que tanto os anjos que pecaram contra Deus como Adão e Eva se esforçaram muito para escolher praticar o que é errado. Da mesma forma que para nós devido a imperfeição (Romanos 5:12) é muito difícil fazer o que é correto, da mesma forma para eles era muito difícil fazer o que era errado. Mas explico isso na sequência…
    Você disse também:” Será que no campo de tomar decisões que poderiam refletir em sua relação com seu criador, os anjos seriam, no uso de seu livre-arbítrio, tão incompetentes assim?
    Não conseguiriam eles decidir o que seria melhor para eles? Anjos jamais poderiam ter inveja, desejos e coisa do tipo que só humanos têm. “
    Vou usar a bíblia para responder esperando que você ainda acredite nisso. Será então que eles seriam incompetentes? Não! Muito pelo contrário. Como você bem comentou eles viam a glória de Deus e estavam na presença do mesmo, então como poderiam eles pecar? Será que eles “JAMAIS PODERIAM SENTIR INVEJA, DESEJOS”? Bem a bíblia responde. Vejamos:
    Gen 6:4: “os filhos do verdadeiro Deus perceberam que as filhas dos homens eram bonitas. E eles tomaram como esposas todas as que escolheram.”
    Será que se refere a anjos essa passagem? Lemos em Jó 1:6:” 6 Chegou o dia em que os filhos do verdadeiro Deus foram apresentar-se perante Jeová, e Satanás também foi no meio deles.”
    2 Pedro 2:4
    4 De fato, Deus não se refreou de punir os anjos que pecaram, mas ele os lançou no Tártaro (Prisão espiritual),acorrentando-os em densa escuridão e reservando-os para o julgamento.

    Judas 1:6: “E os anjos que não mantiveram sua posição original, mas abandonaram sua própria morada correta, ele reservou, em correntes eternas e em densa escuridão, para o julgamento do grande dia.”

    E ai, o que fez os anjos pecarem? A bíblia também diz: “Mas cada um é provado ao ser atraído e seduzido* pelo seu próprio desejo. Então o desejo, quando se torna fértil,* dá à luz o pecado; e o pecado, quando consumado, produz a morte.”(Tiago 1:14,15)

    Você disse: “Assim, meu querido, se quem atesta a qualidade de perfeito é o projetista, então se a coisa não atender a seu padrão de qualidade ou não atingir seus objetivos, o erro não está na coisa, mas no seu projetista.”

    Discordo novamente. Deus em tudo que criou foi perfeito. A capacidade de livre escolha não torna a criação imperfeita, ou falha, pois Deus criou os anjos e os seres humanos perfeitos no sentido de poderem decidir de maneira correta o que é certo e errado sem serem influenciados com a imperfeição. O que isso quer dizer? Bem, Deus não errou na sua criação, antes ele não pode interferir na capacidade de escolha de suas criaturas, pois a justiça de Deus não permite isso. O maior exemplo disso esta em Jesus, visto que mesmo como ANJO ou Filho de Deus nunca pecou, e mesmo como Homem perfeito igual ADÃO na terra nunca pecou. Será que ele não seria o exemplo perfeito para mostrar que a criação é perfeita?

    Então como disse o artigo, o Anjo que se tornou o Diabo criou o desejo errado em seu coração, da mesma forma que Eva criou o desejo errado em seu coração de ter algo que não lhe pertenciam.

    Espero suas considerações.

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  5. rose

    Concordo com muitas de suas argumentações, e é salutar a discussão. É inteligente ouvir outros pontos de vista. Não tenho a pretensão aqui de convencer ninguém de algo que penso, apenas, expus o que a lógica me faz pensar. Pensar sem estar preso a conceitos pré definidos por outros. Já fui crente( cristão) e pensava que aquilo que me ensinaram era a mais pura verdade e a partir dessa concepção pensava a partir dela. Contudo, um dia decidir entender aquilo que estava escrito sem estar preso a conceitos ditos por esta ou aquela religião.
    O conceito de perfeição não é dado por mim, mas pelos melhores dicionários. Quando se traduz um termo de uma língua para outra, são aos dicionários que os tradutores recorrem. A própria bíblia dá a cidade da “Nova Jerusalém” os contornos de um cubo para dizer que a mesma é perfeita, não apresenta falhas ou medidas em desiquilíbrio.
    Mas, vamos lá. O homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, e mesmo assim ele não refletia a perfeição de Deus, porque a deste é absoluta, segundo o que é dito por vc. Provavelmente, os anjos foram também criados a imagem de Deus, é tanto que são chamados de filhos de Deus. E estes por serem seres espirituais refletem a perfeição de seu criador em um grau ainda maior que os humanos, não é por nada que é dito na biblia que Jesus foi feito um pouco menor que os anjos e que ele (Jesus) é o reflexo perfeito de Deus.
    Portanto, o grau de perfeição dos anjos é muito maior que a dos humanos, qualquer que seja o sentido que queira adotar.
    A capacidade dos anjos de tomar decisões por si mesmos (livre-arbítrio) também seria maior e bem mais equilibrada que os humanos. A conclusão a que quero chegar é, como humanos na condição de pecadores teriam maior capacidade de decidir isso ou aquilo, melhor que anjos?
    Livre- arbítrio não é apenas capacidade de escolher entre duas ou mais opções. Ele é capacidade de ponderar, pesar entre esta ou aquela e daí decidir.
    Não tem lógica, imaginar anjos, ditos perfeitos, que contemplam a face de Deus há bilhões(…?) de anos que viram ou que veem as qualidades desse Deus em seu nível mais pleno, quando confrontados lhes faltarem essa capacidade de decidir(livre-arbítrio).
    Como já disse para ser leal, fiel a alguém, é necessário ponderar. E como um anjo ponderaria de forma mais equivocada ou igual a humanos perfeitos ou imperfeitos?
    Na bíblia, é dito que Deus não é homem para mentir, nem filho do homem para ter lástima. E os anjos por acaso são homens? São filhos do homem? Não! Logo, os anjos estão acima dos homens em tudo. Será que no campo de tomar decisões que poderiam refletir em sua relação com seu criador, os anjos seriam, no uso de seu livre-arbítrio, tão incompetentes assim?
    Não conseguiriam eles decidir o que seria melhor para eles? Anjos jamais poderiam ter inveja, desejos e coisa do tipo que só humanos têm. O próprio Jesus disse que os filhos da ressurreição serão como os anjos do céu, nem casam e não são dados a casamentos. O que ele queria dizer com isso? Que os anjos não possuem desejos inerentes à raça humana.
    Essas são suas palavras ” Do mesmo modo, não seria apenas a perfeição humana que garantiria uma ação correta da parte do primeiro homem, mas, antes, o exercício de seu livre-arbítrio e de sua escolha motivados pelo amor a seu Deus e pelo que é direito.” Pois bem quem mais poderia ter exercitado seu livre-arbítrio e a amor a Deus que os anjos?
    Outra fala sua” Quer dizer que algo é “perfeito” de acordo, ou em relação com, o objetivo ou finalidade para que foi destinado pelo seu projetista ou produtor, ou com o uso que lhe dá aquele que o recebe ou emprega. O próprio sentido de perfeição exige que haja alguém que decida quando se atingiu a qualidade “completa”. Assim, meu querido, se quem atesta a qualidade de perfeito é o projetista, então se a coisa não atender a seu padrão de qualidade ou não atingir seus objetivos, o erro não está na coisa, mas no seu projetista. Foi ele que falhou e não a coisa criada. A coisa criada é reflexo de seu criador. Se a coisa tem falhas é porque seu criador as possui também. Se vc comprasse um computador e, logo em seguida, o mesmo apresentasse defeitos ou falhas, de quem seria a culpa? do próprio computador ou de seu projetista?
    Ou seja seu exemplo ilustra muito bem o que eu havia falado. Se Deus é o projetista Maior, criador dos anjos, estes não poderiam apresentar falhas, pois, do contrário, Ele é que estaria falhando. Se os anjos foram projetados para atender a um padrão de perfeição, como disse vc, de seu projetista, assim eventuais falhas dos anjos( quer no uso indevido do livre-arbítrio e de outras capacidades que lhes foram atribuídas por Deus), elas seriam atribuídas somente a Deus. E isso, no caso de Deus, jamais ocorreria, pois ele é o único que tem perfeição em grau absoluto, não é mesmo!

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  6. abibliaeavidaeterna

    Para se obter o entendimento correto da Bíblia é preciso evitar o erro comum de pensar que tudo o que é chamado “perfeito” é assim em sentido absoluto, quer dizer, num grau infinito, sem limites. A perfeição neste sentido absoluto é distintiva apenas do Criador, Jeová Deus. Foi por isso que Jesus podia dizer a respeito de seu Pai: “Ninguém é bom, exceto um só, Deus.” (Mr 10:18) Jeová é incomparável na sua excelência, digno de todo o louvor, supremo em sublimes qualidades e poderes, de modo que “só o seu nome é inalcançavelmente elevado”. A perfeição de qualquer outra pessoa ou coisa, portanto, é relativa, não absoluta. (Veja Sal 119:96.) Quer dizer que algo é “perfeito” de acordo, ou em relação com, o objetivo ou finalidade para que foi destinado pelo seu projetista ou produtor, ou com o uso que lhe dá aquele que o recebe ou emprega. O próprio sentido de perfeição exige que haja alguém que decida quando se atingiu a qualidade “completa”, quais são as normas de excelência, que requisitos devem ser satisfeitos e que pormenores são essenciais. No fim, Deus, o Criador, é o derradeiro Árbitro da perfeição, Aquele que estabelece normas, segundo os seus próprios propósitos e interesses justos. A informação precedente ajuda a entender como criaturas perfeitas de Deus podiam tornar-se desobedientes. Encarar isso como algo incompatível com a perfeição é desconsiderar o significado do termo, adotando em seu lugar um conceito pessoal, contrário aos fatos. Às criaturas inteligentes de Deus concede-se livre-arbítrio, o privilégio e a responsabilidade de fazerem suas próprias decisões quanto ao proceder que querem adotar. (De 30:19, 20; Jos 24:15) É evidente que era assim com o primeiro casal humano, para que a sua devoção a Deus pudesse ser submetida a uma prova. (Gên 2:15-17; 3:2, 3) Jeová, como seu Criador, sabia o que queria deles, e as Escrituras tornam claro que ele não queria uma obediência automática, virtualmente mecânica, mas adoração e serviço originados por corações e mentes motivados por um amor genuíno. (Veja De 30:15, 16; 1Cr 28:9; 29:17; Jo 4:23, 24.) Se Adão e Eva não tivessem tido a faculdade de escolha neste assunto, não teriam satisfeito os requisitos de Deus; não teriam sido completos, perfeitos, segundo as normas Dele.
    Deve ser lembrado que a perfeição relacionada com os humanos é uma perfeição relativa, limitada à esfera humana. Embora Adão fosse criado perfeito, ele não podia ultrapassar os limites fixados pelo seu Criador; não podia comer terra, cascalho ou madeira sem sofrer maus efeitos; se tentasse respirar água em vez de ar, ele se afogaria. De modo similar, se permitisse que sua mente e seu coração se alimentassem de idéias erradas, isto resultaria em ele ter desejos errados, e finalmente causaria o pecado e a morte. — Tg 1:14, 15; compare isso com Gên 1:29; Mt 4:4.
    Torna-se prontamente evidente que a vontade e a escolha individuais da criatura são fatores determinantes. Se insistíssemos em que um homem perfeito não poderia adotar um proceder errado em questões de moral, não deveríamos também logicamente argumentar que uma criatura imperfeita não poderia adotar o proceder certo em tais questões de moral? No entanto, algumas criaturas imperfeitas adotam o proceder certo em questões de moral que envolvem a obediência a Deus, preferindo até mesmo sofrer perseguição, em vez de desviar-se de tal proceder; ao mesmo tempo, outros se empenham deliberadamente em fazer o que sabem ser errado. De modo que nem todas as ações erradas podem ser desculpadas com a imperfeição humana. A vontade e a escolha da pessoa são fatores decisivos. Do mesmo modo, não seria apenas a perfeição humana que garantiria uma ação correta da parte do primeiro homem, mas, antes, o exercício de seu livre-arbítrio e de sua escolha motivados pelo amor a seu Deus e pelo que é direito. — Pr 4:23.Assim, o mesmo se aplica ao anjo que se tornou o Diabo.

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  7. rose

    Meu filhinho entenda!
    Se o Diabo era perfeito ele não poderia ter desejos errados, não!
    Os anjos são bem mais semelhantes a Deus que os homens, portanto, se Deus não pode ter desejos ou pensamentos errados, os anjos também não os terão.
    Além disso, vc está se contradizendo quando diz que perfeito é mente perfeita. Perfeição é incompatível com qualquer erro, meu querido.
    Livre-arbítrio ou livre-alvedrio são expressões que denotam a vontade livre de escolha, as decisões livres.
    O livre-arbítrio é a capacidade de escolha pela vontade humana. O livre-arbítrio é uma crença religiosa ou uma proposta filosófica que defende que a pessoa tem o poder de decidir as suas ações e pensamentos segundo o seu próprio desejo e crença.
    Portanto, meu querido, só tenho livre arbitrio porque sou perfeito, Se sou perfeito as minhas escolhas e decisões não podem ser erradas, do contrário, eu não seria perfeito.
    Se o diabo era perfeito, todas as suas emoções e qualidades estavam em total equilíbrio, já que o mesmo era uma criatura perfeita. Desejos errados, emoções equivocadas e decisões erradas não passam pela mente de um ser perfeito. Ele é completo em si.
    Vou tentar ilustrar: Se vc fosse perfeito e tivesse que tomar um copo de suco envenenado e outro sem veneno, vc tomaria o que tinha veneno só para dizer que tinha livre arbitrio? Lógico que não! Por vc ser perfeito vc escolheria a escolha correta.
    Lembre-se de que a perfeição está interligada com livre arbitrio. Se não há livre arbitrio, não há perfeição!

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  8. abibliaeavidaeterna

    Ser Perfeito é ter uma mente perfeita. Porém o livre arbítrio capacita a pessoa a tomar suas decisões. Satanás era perfeito, porém deixou que um desejo errado inflamasse seu coração, o que levou ele a pecar. Deus não pode interferir nas escolhas de suas criaturas, porém ele não livra dos resultados das escolhas.

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  9. rose

    Significado de Perfeito:
    Que reúne todas as qualidades; que não tem defeitos; ideal, impecável; excelente.
    Completo, absoluto, total
    Se o anjo possuía essa qualidade não tinha como ele proceder de forma diferente. Pois, a perfeição o torna completo em si mesmo.
    Livre arbitrio não tem nada a ver. O livre arbitrio não modificaria esse seu estado de qualidade. O que é perfeito não muda, não varia. É por isso que a biblia fala que Deus não muda, porque ele, segundo o pensamento de seus idealizadores, era perfeito . Assim os anjos sendo filhos diretos de Deus também não mudariam. A impossibilidade de não mudar não quer dizer que seriam como robôs programados, não. Ser perfeito lhes impunha isso. Agir com retidão, refletir em todos os sentidos as qualidades daquele que os criou faz parte de sua natureza.
    Só na cabeça de quem não pensa que acredita nessa estória de anjo que se tornou diabo. Se os homens sabem que Deus vê tudo e a todos, será que o anjo não se dava conta disso? É lógico que sim!

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