Jesus Cristo dever ser Adorado?

Devido a crença da trindade, muitos tradutores da bíblia vertem se maneira errada alguns versículos, dando a entender que Jesus merece “Adoração” quando o mesmo falou que Devemos adorar ao Pai. Mas veja o que diz certo dicionário sobre a palavra grega proskynéo.

O Unger’s Bible Dictionary (Dicionário Bíblico de Unger) diz que essa palavra significa literalmente ‘beijar a mão de alguém em símbolo de reverência ou prestar homenagem’.An Expository Dictionary of New Testament Words(Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento), de W. E. Vine, comenta que essa palavra “denota um ato de reverência prestado quer ao homem . . . quer a Deus”. Nos tempos bíblicos,proskynéo com freqüência incluía literalmente curvar-se diante de alguém com elevado status social.

 

Considere a ilustração de Jesus sobre o escravo que não tinha condições de restituir ao seu amo uma quantia grande de dinheiro. Há na parábola uma forma dessa palavra grega que, na tradução da versãoAlmeida, é dita como “o servo portanto prostrando-se, o adorava [o rei] [forma deproskynéo], dizendo: Senhor, tem paciência comigo, e te pagarei tudo”. (Mateus 18:26) Esse homem estava cometendo um ato idólatra? De forma alguma! Ele estava apenas demonstrando o tipo de reverência e respeito que era devido ao rei, seu amo e superior.

Atos de homenagem como esse, ou expressões de respeito, eram bem comuns no Oriente dos tempos bíblicos. Jacó curvou-se sete vezes ao encontrar seu irmão, Esaú. (Gênesis 33:3) Os irmãos de José se prostraram diante dele, ou prestaram homenagem a ele, honrando sua posição na corte egípcia. (Gênesis 42:6) Levando em conta esses fatos, podemos entender melhor o que aconteceu quando os astrólogos encontraram o pequeno Jesus, que foi reconhecido por eles como “aquele que nasceu rei dos judeus”. De acordo com o relato da versão almeida eles ‘prostraram-se e o adoraram [proskynéo]’. — Mateus 2:2, 11.

É óbvio, portanto, que a palavraproskynéo,vertida “adoração” em algumas traduções da Bíblia, não se refere exclusivamente ao tipo de adoração que se deve apenas a Jeová. Pode referir-se também ao respeito e honra demonstrados a outra pessoa. Tentando evitar equívocos, algumas traduções da Bíblia vertem a palavra proskynéo em Hebreus 1:6 como “prostrem-se diante dele” (Tradução Ecumênica), “honrem-no” (The Complete Bible in Modern English), “curvem-se diante dele” (Twentieth Century New Testament), ou “lhe prestem homenagem” (Tradução do Novo Mundo).

 

Mas Jesus é digno de homenagem

Jesus é digno dessa homenagem? Sem dúvida que sim! Na sua carta aos hebreus, o apóstolo Paulo explica que, como “herdeiro de todas as coisas”, Jesus “assentou-se à direita da Majestade nas alturas”. (Hebreus 1:2-4) Portanto, “no nome de Jesus, se dobre todo joelho dos no céu, e dos na terra, e dos debaixo do chão, e toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai”. — Filipenses 2:10, 11.

De maneira notável, Cristo vai usar em breve sua posição elevada e o extenso poder de executar o que deseja para transformar a Terra num paraíso global. Sob a orientação de Deus, e em resultado do sacrifício resgatador de Jesus, ele vai livrar o mundo de toda tristeza, dor e sofrimento para o benefício daqueles que se submetem ao seu governo justo. Não é ele, portanto, digno de honra, respeito e obediência? — Salmo 2:12;Isaías 9:6; Lucas 23:43;Apocalipse 21:3, 4.

 

“Um Deus que exige devoção exclusiva”

 

A Bíblia deixa bem claro, no entanto, que a adoração — no sentido de reverência e devoção religiosas — deve ser dirigida unicamente a Deus. Moisés o descreveu como “um Deus que exige devoção exclusiva”. Também, a Bíblia nos exorta a ‘adorar Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas’. — Deuteronômio 4:24; Apocalipse 14:7.

Jesus certamente ocupa um papel decisivo na adoração verdadeira, digno de honra e respeito. (2 Coríntios 1:20, 21; 1 Timóteo 2:5) Ele é o único caminho por meio do qual conseguimos nos aproximar de Jeová Deus. (João 14:6) Concordemente, os verdadeiros cristãos dirigem de maneira correta a adoração apenas a Jeová Deus, o Todo-Poderoso.

Os apóstolos de Jesus Cristo recusaram-se a deixar que outros se prostrassem diante deles. O motivo era que, nos casos descritos, o prostrar-se era feito numa atitude de adoração, como se o poder do espírito santo nos apóstolos, que fazia as curas e outras obras poderosas, fosse deles próprios. Os apóstolos davam-se conta de que o poder procedia de Deus e que o crédito por tais coisas devia ser dado a ele e toda a adoração devia ser dirigida a Jeová, por meio de Jesus Cristo, de quem eram apenas representantes.( Atos 10:25, 26.)

É digno de nota que todo aquele que representava a Jeová poderia receber homenagem.

Alguns textos para você  entender:

“Quando Bate-Seba e o Profeta Natã entraram até Davi eles respeitosamente se prostaram diante do rei Davi.” Isso não quer dizer que Davi estava sendo Adorado, mas sim que estava recebendo a devida HONRA que se devia a um rei designado por Jeová. 1 Re 1:16, 23.

 

“Abraão ergueu os olhos e viu três homens em pé, a pouca distância. Quando os viu, saiu da entrada de sua tenda, correu ao encontro deles e CURVOU-SE até ao chão.” Gênesis 18:2

 

“Depois também Davi se levantou, e saiu da caverna, e gritou por detrás de Saul, dizendo: Rei, meu senhor! E, olhando Saul para trás, Davi se INCLINOU com o rosto em terra, e se PROSTOU.” 1 Samuel 24:8

 

Saul era o rei designado por Jeová, por isso poderia receber tal homenagem.

 

Em todos esses textos é usado a palavra pro·sky- né·o e em nenhuma delas se refere a adoração, mas uma homenagem que se devia a um representante de Jeová.

Mas Jesus é o Rei nomeado, conforme ele mesmo disse: “A majestade real de Deus tem-se aproximado”; “o reino de Deus se tem aproximado”. ( Mr 1:15) Jesus era o herdeiro do trono de Davi, e, por isso, era legitimamente honrado como rei.Mt 21:9; Jo 12:13-15.

Em conexão com o respeito mostrado para com Jesus, como falei, a palavra muitas vezes usada é pro·sky- né·o, que tem o significado básico de “prestar homenagem”, mas também traduzida por “adorar”. (Mt 2:11; Lu 4:8)

Jesus não estava aceitando adoração, que pertence só a Deus (Mt 4:10), mas reconhecia o ato de alguém lhe prestar homenagem em reconhecimento da autoridade que Lhe foi dada por Deus. O anjo a quem Jesus Cristo enviou para transmitir a Revelação a João expressou o princípio de que a adoração prestada pelo homem só pertence a Deus, quando se negou a ser adorado por João. — Apoc. 19:10;

 

As próprias expressões dos envolvidos muitas vezes revelam que, embora claramente reconhecessem Jesus como representante de Deus, não lhe prestavam homenagem como Deus ou como deidade, mas sim como “Filho de Deus”, o predito “Filho do homem”, o Messias, dotado de autoridade divina. Em muitas ocasiões, a homenagem deles expressava gratidão por uma revelação divina ou evidência de favor,ou cura, assim como a expressa em tempos anteriores.

Ao passo que anteriores profetas e também anjos haviam aceito homenagem, Pedro impediu que Cornélio a prestasse a ele, e o anjo, ou anjos, da visão de João o impediu duas vezes de prestá-la, referindo-se a si mesmo como “co-escravo” e concluindo com a exortação: “Adora a Deus [toi The·oí pro·ský·ne·son].” (At 10:25, 26; Apoc 19:10;22:8, 9) Evidentemente, a vinda de Cristo introduzira novas relações, que afetavam as normas de conduta para com outros servos de Deus. Ele ensinara aos seus discípulos que “um só é o vosso instrutor, ao passo que todos vós sois irmãos . . . o vosso Líder é um só, o Cristo” (Mt 23:8-12), porque era nele que se cumpriam as figuras e os tipos proféticos, assim como o anjo dissera a João, que “dar-se testemunho de Jesus é o que inspira o profetizar”. (Apoc 19:10) Jesus era o Senhor de Davi, era maior do que Salomão, era o profeta maior do que Moisés. (Lu 20:41-43; Mt 12:42; At 3:19-24) A homenagem prestada àqueles homens prefigurava a que se devia a Cristo. Portanto, Pedro negou-se corretamente a deixar que Cornélio lhe atribuísse importância demais.

Jesus não era Adorado, então, em sua vida toda antes de vir a Terra, apenas JEOVÁ era ADORADO!  isso ficou claro e evidente nas palavras de Jesus em JOÃO 4:22, 23 “NÓS[incluindo Jesus] ADORAMOS a quem CONHECEMOS”  E  quem é que eles ADORAVAM ?  a DEUS ? termo a qual pode se referi a possivél TRINDADE? não! mas sim, a UMA PESSOA, o PAI!

Os Judeus adoravam apenas o PAI, jeová.  bem especificadamente – O PAI DE JESUS.

 

Cristo Jesus foi exaltado por seu Pai a uma posição secundária somente à de Deus, de modo que, “no nome de Jesus, se dobre todo joelho dos no céu, e dos na terra, e dos debaixo do chão, e toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai”. (Fil 2:9-11; compare isso com Da 7:13, 14, 27.)

Hebreus 1:6 também mostra que até os anjos prestam homenagem ao ressuscitado Jesus Cristo. Muitas traduções deste texto traduzem aqui pro·sky·né·o como “adorar”, ao passo que outro vertem por ‘curvar-se’ ou ‘prostrar-se’ (AT; TEB) e ‘prestar homenagem’ (NE). Não importa o termo que seja usado em português, o original grego permanece o mesmo, e o entendimento do que os anjos prestam a Cristo tem de harmonizar-se com o restante das Escrituras. O próprio Jesus declarou enfaticamente a Satanás que “é a Jeová, teu Deus, que tens de adorar [uma forma depro·sky·né·o] e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado”. (Mt 4:8-10; Lu 4:7, 8)

O apóstolo Paulo fala que o ressuscitado Cristo é “o reflexo da . . . glória [de Deus] e a representação exata do seu próprio ser”. (He 1:1-3) Portanto, se aquilo que entendemos como “adoração” é aparentemente dirigido pelos anjos ao Filho, então, na realidade, ela é dirigida por meio dele a Jeová Deus, o Governante Soberano, “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”. (Apoc 14:7; 4:10, 11; 7:11, 12;11:16, 17; compare isso com 1Cr 29:20; Apoc 5:13, 14; 21:22.)

Assim eles prestavam a Jesus a maneira correta de homenagem, pois reconheciam ele como representante divino, e agora entronizado Rei. Assim, por Jesus ser Rei do Reino de Deus ele deve ser homenageado, honrado, mas Jesus tem um Deus acima dele. Ele mesmo diz em apocalipse 3:12:”

“‘Aquele que vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e ele de modo algum sairá dali. E escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a Nova Jerusalém, que desce do céu da parte do meu Deus, e o meu próprio novo nome. ”

E sabemos que isso é verdade porque Paulo falou sobre o glorificado Jesus em 1 coríntios 15:27,28:” Pois Deus “lhe sujeitou todas as coisas debaixo dos pés”. Mas, quando ele diz que ‘todas as coisas foram sujeitas’, é claro que isso não inclui Aquele que lhe sujeitou todas as coisas. No entanto, quando todas as coisas lhe tiverem sido sujeitas, então o próprio Filho também se sujeitará Àquele que lhe sujeitou todas as coisas, para que Deus seja todas as coisas para com todos.”

 

Assim quando Jesus realizar o propósito do Pai, até ele mesmo se sujeitará ao Criador de todas as coisas: Jeová. (Apoc 4:11)

A lei do sábado era uma “lei natural”?

 

Os estudiosos do Direito costumam distinguir entre Direito natural e Direito positivo, este último consistindo nas leis naturais expressas em uma legislação humana. No caso do Brasil, a título de exemplo, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5.º, possui cláusulas pétreas (normas que não podem sofrer emendas por serem imutáveis), que na realidade expressam leis naturais positivadas (colocadas em uma legislação humana).

O caput desse artigo reza:

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade […].”

Note que se menciona o “direito à vida”.

No caso envolvendo a morte de Abel pelo seu irmão Caim, a lei natural já evocava a proteção à vida por esta ser sagrada (ter vindo de Deus, sua Fonte). (Sal 36:9) Tanto que havia uma árvore da vida no Jardim do Éden, e comer do fruto dela seria indicação do prêmio de se viver para sempre, caso o primeiro casal humano, Adão e Eva, tivesse demonstrado fidelidade. (Gn 2:9; 3:22-24) Deus colocou em nosso íntimo essa lei. Tanto que ninguém, em sã consciência, e em boa índole, atenta contra a vida – a sua própria ou a de outrem.

A lei natural da santidade da vida foi ressaltada após o Dilúvio, no século XXIV a.C. (Gn 9:5, 6) e incluída como mandamento na Lei dada a Israel após a saída daquele povo da terra do Egito, no século XVI a.C.. (Êx 20:13; 21:12) No caso do Decálogo, tanto a lei natural do direito à vida quanto o mandamento escrito “não deves assassinar” são de Jeová Deus. No entanto, a lei natural do direito à vida surge com a existência do ser humano, ao passo que a lei que expressa por escrito tal lei natural foi dada a Israel após a saída do Egito junto com outras nove leis, que por sua vez faziam parte de um código escrito, ou constituição, de mais de 600 leis.

Acontece que o mandamento do sábado semanal não era nem nunca foi uma lei natural. Se assim fosse, outros povos o guardariam sem qualquer lei escrita, assim como guardaram e guardam a lei natural do direito à vida. Ou seja, em geral os povos mantiveram e mantêm leis que asseguram o respeito à vida, por esta ser uma direito natural, escrita por Deus nos corações dos humanos. Mesmo povos sem leis escritas, cujas leis são consuetudinárias (baseadas em costumes) reconhecem o direito à vida. Mas eles não possuem nos corações nenhuma lei natural para guardar um sábado semanal.

Lei do sábado – a concreção de um princípio abstrato

Podemos abstrair da lei da guarda do sábado semanal o princípio de que devemos priorizar assuntos espirituais, reservando tempo para assuntos espirituais. Esse princípio é válido em qualquer época. Embora antes de Israel sair do Egito não houvesse nenhuma lei para guardar um dia especifico da semana, os fiéis patriarcas antes de Israel também tiravam tempo para coisas espirituais, como se pode inferir de Gênesis 12:7, 8 e 18:19, devido a esse princípio de que Jeová merece a primazia.

Mas, a partir da sáida dos israelitas do Egito, no século XVI antes de Cristo, esse princípio foi transformado numa lei concreta: reservar o sétimo dia da semana para atividades espirituais. (Êx cap. 16) Trata-va se um princípio abstrato aplicado a um caso concreto – ao povo de Deus dentro de uma épóca e de circunstâncias específicas. Quais seriam essas circunstâncias?

Eles estariam alojados em um território delimitado, com soberania própria, vivendo sob um conjunto de leis dadas por Deus. Nessas circunstâncias, o sábado semanal era um feriado nacional obrigatório e adequadamente observável. Era perfeitamente exequível o descanso desde o pôr-do-sol de sexta-feira até o pôr-do-sol de sábado.

Mas essa concreção – ou aplicação concreta – do princípio de reservar tempo para assuntos espirituais não seria aplicável em todos os locais do planeta.

Por exemplo, ao norte do Círculo Polar Ártico e ao sul do Círculo Polar Antártico ocorre o fenômeno natural conhecido como “sol da meia-noite”, onde o Sol é visível por 24 horas do dia, nas datas próximas ao solstício de verão. Os Círculos Polares recebem insolação de 24 horas num dos solstícios (21 de dezembro para o Antártico e 21 de junho para o Ártico). Caso esse fenômeno ocorresse numa sexta-feira não haveria um pôr-do-sol para delimitar o início do sábado.

No pólo ocorre o caso extremo, em que cada um dos períodos dura seis meses. Lá há extremos de visibilidade do Sol por até seis meses e igual período sem vê-lo. Obviamente, não há um sábado semanal – ou qualquer outro dia da semana – demarcado pelo sol nesse período.

Tudo isso demonstra que a Lei dada a Israel com seu sábado semanal era para um povo específico[1], para uma época específica e para uma situação específica. Não é possível desvincular, ou abstrair, a lei do sábado de sua temporalidade e historicidade.

Insistir na guarda do sábado após o estabelecimento do cristianismo tornaria tal lei uma lei anacrônica. A partir do momento em que uma lei se revela anacrônica, ela se torna incapaz de atender às novas exigências. Com o estabelecimento do cristianismo, a Lei dada a Israel como um todo deixou de vigorar.

 

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Explicando Mateus 5:17

“Não penseis que vim destruir a Lei ou os Profetas. Não vim destruir, mas cumprir.” – Mateus 5:17.

Como uma tábua de salvação, os guardadores do sábado gostam de citar Mateus 5:17,18 como garantia de que os Dez Mandamentos com seu sábado semanal ainda devem ser guardados pelos cristãos.

Mas o contexto revela que as palavras de Jesus incluíam TODAS AS LEIS, cerca de 600; e não havia distinção entre o que era “cerimonial” e “moral”. Jesus encarava todas as leis como apenas um conjunto único.[1]

Mas, vamos analisar mais alguns detalhes pertinentes.

Jesus disse que não veio destruir e lei e os Profetas.

Pense no que os profetas predisseram com respeito ao nascimento de Jesus. As profecias diziam que ele nasceria de uma virgem, na cidade de Belém e que seria traído por 30 moedas de pratas. Ora, essas profecias não foram destruídas, mas já se cumpriram; não precisamos mais esperar Jesus nascer e morrer pela humanidade.

Os profetas de fato não foram destruídos, mas estão todos registrados na bíblia para o nosso benefício e instrução. (Lucas 24:27) Por isso Jesus é chamado de “a verdade”, porque as palavras dos profetas se tornaram realidade em Jesus. – João 14:6.

Por exemplo, Jesus não destruiu a celebração da páscoa anual, aquela com a morte de um cordeiro sacrificial. Mas afastou-a do caminho por cumpri-la, tornando-se o verdadeiro cordeiro pascoal – Jo 1:17, 29; 1Co 5:7.

Podemos ver isso em Efésios 2:14,15: “Pois ele é a nossa paz, aquele que das duas partes fez uma só e que destruiu o muro no meio, que os separava. Por meio de sua carne, ele aboliu a inimizade, a Lei de mandamentos, consistindo em decretos.”[2]

Colossenses 2:14: “E apagou o documento manuscrito que era contra nós, que consistia em decretos e que estava em oposição a nós; e Ele o tirou do caminho por pregá-lo na estaca de tortura.”

Em Colossenses 2:16, o documento manuscrito que foi apagado, inclui também todos os sábados, qualquer um.

Mateus 5:18 diz: pois, deveras, eu vos digo que antes passariam o céu e a terra, do que passaria uma só letra menor ou uma só partícula duma letra da Lei sem que tudo se cumprisse.

Jesus não disse que a Lei não passaria. Não, ele disse que não passaria “sem que se cumprisse”.Ou seja, depois da Lei ser cumprida ela passaria!

Em outras palavras, seria mais fácil os céus e terra literais deixarem de existir, do que Deus deixar de cumprir as suas leis, provando assim que Deus não é mentiroso ao cumprir suas promessas. – Tito 1:2.

 

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Guardar nove mandamentos?

 

Os proponentes da guarda do sábado semanal afirmam que os cristãos não sabatistas guardam apenas nove dos Dez Mandamentos. E, com base em Tiago 2:10, declaram que isso torna inútil a suposta guarda dos nove mandamentos do Decálogo.

      Tiago 2:10 declara: “Pois, quem observar toda a Lei, mas der um passo em falso num só ponto, tem-se tornado ofensor contra todos eles.”

Contudo, o texto acima faz referência à INTEIRA Lei mosaica, e não somente ao Decálogo. Assim, dizia Tiago, ou se guarda a Lei inteira ou se torna “ofensor” dela. Quem usar tal passagem como argumento de que o Decálogo ainda vigora, além de estar indo contra o “resto das Escrituras”, também estará se colocando sob a obrigação de guardar as demais leis do pacto da Lei, que incluía ofertas e sacrifícios. Isso significaria negar o resgate provido por Cristo. – 2 Ped. 3:16.[1]

Mas, ainda fica a questão: os não sabatistas estão guardando nove dos Dez Mandamentos?

Diferença entre lei e princípio

Antes de se responder a essa interessante pergunta, é necessário entender a diferença entre “lei” e “princípio”.

Podemos ilustrar tal diferença com a seguinte ilustração: as leis de trânsito só passaram a existir devido à existência de veículos motorizados. Caso algum dia tais veículos deixassem de existir, findariam também as leis de trânsito. Mas, o principio por trás de tais leis – o que motivou a existência delas – é o princípio de que a vida é sagrada e que, por isso, deve ser preservada. Esse princípio é eterno. De modo correspondente, o Decálogo e as demais leis dadas a Israel tiveram seu fim quando cumpriram seu propósito. Mas os princípios que motivaram a existência de tal código de leis continuam no cristianismo.

Por exemplo, que princípio está por trás das primeiras duas leis do Decálogo? A primeira lei diz: “Não deves ter quaisquer outros deuses em oposição à minha pessoa.” (Êx 20:2) A segunda proíbe fazer imagens para adoração e também curvar-se diante delas e servi-las. (Êx 20:4, 5) O que motivou a existência de tais leis é o princípio da adoração exclusiva, que deve ser prestada apenas a Jeová Deus. Encontramos o mesmo princípio nas palavras de Jesus: “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai.” (Jo 4:23) E também nas seguintes declarações inspiradas de Paulo: “Para nós há realmente um só Deus, o Pai, de quem procedem todas as coisas” (1Co 8:6a); “fugi da idolatria.” (1Co 10:14) A terceira lei do Decálogo, de ‘não tomar o nome de Jeová, teu Deus, dum modo fútil’, tem por princípio o fato de que o nome de Deus, Jeová, é sagrado e eterno. (Êx 3:15; 20:7) Jesus mostrou a aplicação desse princípio na oração modelo, que começa assim: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome.” (Mt 6:9) A quarta lei, de guardar um sábado semanal, tem por princípio motivador a importância de reservar tempo para as coisas espirituais – o fato de que assuntos espirituais têm primazia e prioridade. O mesmo princípio é encontrado na seguinte lei cristã: “Mantende estrita vigilância para não andardes como néscios, mas como sábios,comprando para vós todo o tempo oportuno.” (Ef 5:15, 16a) Uma vez que, no cristianismo, não há nenhuma lei para se guardar um dia semanal, os cristãos são exortados a ‘comprar todo o tempo oportuno’. (Col 4:5) Veja, no quadro abaixo, como os princípios de cada lei do Decálogo são perpetuados no cristianismo:

Leis do Decálogo Princípio envolvido Aplicação no cristianismo
1 – Não adorar outro Deus além de Jeová Deus Adoração exclusiva “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai.” – Jo 4:23
2 – Não adorar ídolos Adoração exclusiva “Fugi da idolatria.” – 1Co 10:14
3 – Não tomar o nome de Deus, Jeová, em vão O nome divino é sagrado e eterno “‘Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome.” – Mt 6:9
4 – Guardar o sábado semanal Priorizar assuntos espirituais ‘Comprar todo o  tempo oportuno.’ – Ef 5:16
5 – Honrar pai e mãe Santidade da vida, transmitida através dos pais. – Pr 23:22a;

Respeito à autoridade divinamente constituída. – Pr 1:8

Filhos, sede obedientes aos vossos pais em união com [o] Senhor, pois isto é justo.” – Ef 6:1
6 – Não assassinar Santidade da vida. – Gn 9:5, 6 [Os] assassinos … terão o seu quinhão no lago que queima com fogo e enxofre. Este significa a segunda morte.” – Re 21:8
7 – Não cometer adultério Lealdade ao arranjo divino do casamento O matrimônio seja honroso entre todos e o leito conjugal imaculado, porque Deus julgará os fornicadores e os adúlteros.” – He 13:4
8 – Não furtar Direito divinamente concedido de posse O gatuno não furte mais, antes, porém, trabalhe arduamente, fazendo com as mãos bom trabalho, a fim de que tenha algo para distribuir a alguém em necessidade.

– Ef 4:28

9 – Não dar falso testemunho Respeito à integridade moral e à santidade da vida. – Sal 15:3; Le 19:16 ‘Todos os mentirosos  terão o seu quinhão no lago que queima com fogo e enxofre.’ – Re 21:8
10 – Não cobiçar Respeito ao direito divinamente concedido de posse alheia (do concreto e do abstrato) “Amortecei, portanto, os membros do vosso corpo que estão na terra, com respeito a … cobiça, que é idolatria. – Col 3:5

Portanto, os verdadeiros cristãos não guardam nove mandamentos violando um. Tais servos de Jeová no arranjo do cristianismo guardam a “lei do Cristo” – que contém os princípios que fundamentaram o Decálogo e o inteiro código da Lei. – Gál 6:2.

Visto que os cristãos não estão sujeitos à inteira Lei de Deus dada a Israel, eles na realidade não estão sob a obrigação de guardar NENHUMA das normas do Decálogo. E nem precisam fazer isso, uma vez que as leis cristãs suprem os princípios que estão por trás dos decretos do Decálogo.

Os sabatistas procuram guardar somente um dos mandamentos do Decálogo

 

Por outro lado, os defensores da continuidade do Decálogo é que procuram guardar UM mandamento dele e VIOLAM individual e coletivamente os demais NOVE mandamentos. Veja isso no quadro abaixo:

Mandamento Doutrinas contrárias
‘Eu sou Jeová, teu Deus. … Não deves ter quaisquer outros deuses em oposição à minha pessoa [além de mim, Al]. – Êx 20:2 Trindade: adoram mais dois “além de” Jeová, o Pai
“Não deves fazer para ti imagem esculpida. … Não te deves curvar diante delas, nem ser induzido a servi-las.” – Êx 20:4, 5a Possuem a cruz, (às vezes na frente de suas igrejas,) que é uma imagem religiosa à qual se presta adoração
“Não deves tomar o nome de Jeová, teu Deus, dum modo fútil [em vão, Als]”. – Êx 20:7 Não usam nome divino, considerando-o como algo “fútil”, sem importância
“Honra a teu pai e a tua mãe.” – Êx 20:12. O juramento que fazem a emblemas nacionais os coloca sob a obrigação de até matar pai e mãe pela pátria
“Não deves assassinar.’ – Êx 20:13. Participam nas guerras sangrentas das nações
“Não deves cometer adultério.” – Êx 20:14. Já houve caso de batismo de pessoas que não haviam dissolvido legalmente o casamento anterior
“Não deves furtar.” – Êx 20:15. Cobram o dízimo, arranjo já abolido, como se fosse um 11.º mandamento; cobram salário pelo ministério
“Não deves testificar uma falsidade contra o teu próximo.” – Êx 20:16. Dão falso testemunho sobre os servos de Jeová, dizendo que esses não creem em Cristo, que são uma seita etc.
““Não deves desejar … qualquer coisa que pertença ao teu próximo.” – Êx 20:17. Desejam o dízimo e o pagamento de salário aos pastores

Assim, não são os servos de Jeová Deus os que guardam nove mandamentos e violam um; são os sabatistas que VIOLAM NOVE mandamentos e supostamente guardam UM. Podemos dizer “supostamente” porque a lei da guarda do sábado não permitia que NINGUÉM prestasse serviço ao observador do sábado: “Nem teu filho, nem tua filha, nem teu escravo, nem tua escrava, nem teu animal doméstico, nem teu residente forasteiro que está dentro dos teus portões”. (Êx 20:10) Contudo, hoje diversos prestadores de serviço trabalham no sábado, como os que atuam nas companhias de água e esgoto, de energia elétrica, de emissoras de televisão, fazendo com que esses recursos cheguem  até as casas das pessoas. Assim, desfrutar de quaisquer desses recursos no sábado equivaleria a receber a prestação de serviços dos que estão atuando nesses setores, violando o referido mandamento. No antigo Israel era possível cumprir Êxodo 20:10 porque a guarda do sábado (como das demais leis) era um requisito nacional, observado pela inteira nação.

No entanto, hoje os cristãos estão distribuídos pelo mundo inteiro, tornando impraticável o cumprimento desse aspecto da lei do sábado conforme exigido pela Lei dada a Israel. Desse modo, os proponentes do Decálogo realmente não guardam NENHUM dos mandamentos do Decálogo.

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