Quem é o discípulo amado, a quem Jesus se refere em João 19:26?

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Nos últimos capítulos do Evangelho de João temos a presença de um personagem que não tem um nome específico, mas é chamado “o discípulo amado de Jesus”.
Este personagem aparece nos momentos cruciais nos quais se realiza a ‘hora’ de Jesus, isto é, os acontecimentos ligados à sua paixão e à sua passagem deste mundo ao Pai. Por isso o encontramos em 13:23-25, durante a última ceia, quando deita a cabeça sobre o peito de Jesus e lhe pergunta quem é o discípulo que deve traí-lo.
Em João 19:26-27 ele se encontra ao lado de Maria, embaixo da estaca, e Jesus lhe entrega a sua mãe.
Em João 20:2-10 o discípulo amado se encontra com Pedro, quando Maria Madalena comunica que Jesus não está no sepulcro. Junto com Pedro corre para o sepulcro, chega primeiro, mas fica fora e só entra depois. Dele se diz que “viu e acreditou”.
Em João 21:7, quando Jesus ressuscitado aparece junto ao lago de Tiberiases enquanto os discípulos pescam, é ele que sugere a Pedro que se trata do Senhor.
Em joão 21:20-23 segue Jesus e Pedro e sobre ele o Senhor diz que ficará até que Ele voltará.
Em João 21:24 se diz que o discípulo amado é o discípulo que testemunhou os acontecimentos e que os escreveu. O seu testemunho era verdadeiro porque estava fisicamente presente, também embaixo da estaca e no sepulcro, quando viu e acreditou.
E ai já descobriu quem é?
O apóstolo João era um dos filhos de Zebedeu e irmão do apóstolo Tiago. Parece que sua mãe era Salomé, possivelmente irmã de Maria, mãe de Jesus. (Mat. 10:2; 27:55, 56; Mar. 15:40; Luc. 5:9, 10)
Dessa forma, João pode ter sido parente de Jesus. Pelo visto, a família de João tinha uma boa condição financeira. O negócio de pesca de Zebedeu era suficientemente grande a ponto de ele ter empregados. (Mar. 1:20) Salomé acompanhava Jesus, realizava tarefas para ele quando ele estava na Galileia e, quando ele morreu, ela comprou aromas a fim de untar o corpo dele, como parte do processo de sepultamento. (Mar. 16:1; João 19:40) Pelo visto, João tinha sua própria casa. — João 19:26, 27.
João foi um dos discípulos de João Batista. Provavelmente era ele que estava com André quando João Batista olhou para Jesus e disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” (João 1:35, 36, 40) Depois dessa ocasião, João, filho de Zebedeu, pelo visto acompanhou Jesus até Caná, onde testemunhou o Seu primeiro milagre. (João 2:1-11)
A forma vívida e a riqueza em detalhes com que João descreve as atividades posteriores de Jesus em Jerusalém, Samaria e na Galileia indicam que ele também testemunhou esses eventos. A prontidão com que João — assim como Tiago, Pedro e André — abandonou suas redes de pesca, seu barco e seu meio de vida quando Jesus o convidou a ser Seu seguidor comprova sua fé. — Mat. 4:18-22.
Nos Evangelhos, João não se destaca tanto quanto Pedro. Mas João também tinha uma personalidade forte, como indica o sobrenome que Jesus deu a ele e a seu irmão Tiago — Boanerges, que significa “Filhos do Trovão”. (Mar. 3:17)
No começo, João queria muito ter destaque, tanto que ele e seu irmão fizeram com que sua mãe pedisse a Jesus que lhes desse posições privilegiadas em seu Reino. Embora esse desejo fosse egoísta, também era evidência de sua fé em que o Reino era uma realidade. A ambição desses dois irmãos deu a Jesus a chance de aconselhar todos os seus apóstolos sobre a necessidade de demonstrar humildade. — Mat. 20:20-28.
João manifestou sua forte personalidade quando tentou impedir que certo homem expulsasse demônios em nome de Jesus, visto que esse homem não era um dos Seus seguidores. Em outra ocasião, Jesus enviou mensageiros a uma aldeia samaritana a fim de fazer alguns preparativos para ele. Visto que as pessoas ali se recusaram a receber Jesus, João estava pronto para pedir fogo do céu para destruir os habitantes daquela aldeia. Por causa de atitudes como essas, Jesus repreendeu João. Tudo indica que, com o tempo, João passou a ser mais equilibrado e misericordioso, qualidades que antes aparentemente lhe faltavam. (Luc. 9:49-56)
Apesar de suas falhas, porém, João era “o discípulo a quem Jesus amava”. Por isso, quando estava para morrer, Jesus confiou sua mãe, Maria, aos cuidados de João. — João 19:26, 27; 21:7, 20, 24.
João viveu mais tempo do que os outros apóstolos, como Jesus tinha profetizado. (João 21:20-22)
João serviu fielmente a Jeová por uns 70 anos. Perto do fim de sua vida, durante o governo do imperador romano Domiciano, João foi exilado na ilha de Patmos “por ter falado a respeito de Deus e ter dado testemunho de Jesus”. Ali, por volta de 96 EC, João recebeu as visões que registrou no livro de Apocalipse (Apoc. 1:1, 2, 9)
Segundo a tradição, ao ser libertado, João foi para Éfeso, onde morreu por volta de 100 EC depois de ter escrito o Evangelho que leva seu nome e as cartas conhecidas como 1, 2 e 3 de João.
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